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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

As Duas Faces do Destino - p.312

Estratégia definida, planos traçados, amigos envolvidos, Bruno e Adrianna disparam sua armas para combater seu opositor e tentar tomar conta dos rumos e destinos da história.

Aposta ousada do autor, um considerável número de personagens passa a participar da trama principal, cenas diversas, interesses múltiplos, bastantes linhas a considerar.

A disputa se concentra no reino empresarial, por vezes tornando o acompanhar mais enfadonho, sem deixar de ser interessante, mas certamente reflexo as escolhas de abordagem.

Por período de tempo significativo os eventos ocorrem bem arranjadinhos, por demais, sem percalços, para sofrerem uma guinada inesperada, porém sem uma força narrativa maior ou imprevisível.

Tudo dependerá dos próximos contornos, da resolução de conflitos, para podermos curtir ainda mais o sucesso da elaboração do livro, ou seu desaguar em mares menos vistosos, menos empolgantes.

Envolvidos, seguimos em frente!

Cheguei à página 312
Avaliação : 4

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

As Duas Faces do Destino - p.206

Passada a bem elaborada recepção, com ambientações e apresentações adequadas e na medida certa, assistimos agora ao adensamento da trama e o emaranhamento dos personagens.

Aumenta o envolvimento, a torcida, lados bem mais claros e definidos, já nos sentimos íntimos do enredo e acompanhamos avidamente seu desenrolar.

Com narrativa primorosa, leitura agradável, a história se desenvolve naturalmente, sendo apenas um pouco certinha demais, ao menos por enquanto.

Nada que desabone o trabalho, apenas não trouxe algo surpreendente, inusitado, o que pode muito bem ocorrer nas próximas viradas de página, principalmente com alguns últimos questionamentos das personagens.

Atores envolvidos com a alma e a razão, parecem transparece o envolvimento do autor em sua obra, quase como se relatasse fatos vividos pessoalmente como lembranças de outrem.

Cheguei à página 206
Avaliação : 4

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

As Duas Faces do Destino

Direto, objetivo e empolgante, com narrativa ágil o livro nos envolve e arrasta para uma jornada recheada de descobertas e aventuras cheias de nós.

O mistério inicial deixa margens às apostas quase certeiras, sem permitir a perda da curiosidade, sem amenizar a magia, uma busca por confirmações de desenvolvimentos cheios de expectativa.

Descrições de cenários alternados e linhas narrativas paralelas concedem um toque especial, contribuição pela torcida para o protagonista, estímulo para desvendar as próximas páginas.

Em pouco tempo as coisas se esclarecem para, em seguida, surgirem outros personagens em atuação cruzada, em outras cenas, mas claramente conectados na trama principal.

Com inúmeros componentes da mais autêntica ficção científica, seguimos viagem a apreciar este universo moldado sob medida para os fãs do gênero, entusiasmados em testemunhar os próximos acontecimentos.

Cheguei à página 102
Avaliação : 4

sábado, 21 de dezembro de 2013

Ciência x Espiritualidade - p.336

O debate entre antagonistas deixou bastante a desejar, afinal a proposta do título enseja, especula, mais progresso, mais enriquecimento, do que obtiveram os autores.

Enquanto o cientista amplia seus horizontes, abrange áreas e filosofias diversas, procura conciliar visões, o espiritualista insiste num combate vazio, sem profundidade, sem volume, sem peso.

Perdemos todos pela insistência de um, ganhamos um pouco pela boa disposição e lucidez do outro a pintar um belo cenário do conhecimento humano.

Talvez a discussão, ou o acordo, seja mesmo impraticável, apesar do esforço despendido, pois os âmbitos não se cruzam, não são conciliáveis, se tratam de áreas e abordagens definitivamente distintas, independentemente da boa vontade empenhada.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ciência x Espiritualidade - p.193

Não há como esperar uma mudança no rumo da conversa, mesmo depois de tantos temas, as posições e abordagens continuam idênticas.

De um lado o matemático, com sua postura madura, sua elaboração pautada em fatos e evidências, construindo um elaborado arcabouço teórico.

Do outro o espiritualista, sem ser religioso, a se apropriar de conceitos ocidentais, misturados num caldeirão de senso comum, a não apresentar nenhuma ideia ou proposta factível.

Discutiram os assuntos mais espinhosos, de relação mente-cérebro a inteligência artificial, do livre-arbítrio à evolução darwiniana, sempre com muito respeito, mas sem enriquecer o debate.

A responsabilidade pela pouca agregação pesa sobre Deepak, arraigado em seus ideais, sem acrescentar elementos, sem usar as mesmas regras do jogo científico (apesar de querer soar como), sem ao menos tentar o caminho do meio.

Vale o prazer de acompanhar as descrições acessíveis e trabalhadas de Leonard, a ilustrar as melhores soluções possíveis da ciência para as grandes dúvidas do ser humano.

Cheguei à página 193
Avaliação : 4

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ciência x Espiritualidade

Nada melhor do que o debate, a contraposição de ideias, principalmente entre dois expoentes tão antagônicos, imbuídos em exercitar o melhor da dialética.

Excelente escolha a produção de textos, distintos, separados, sobre o mesmo tema, para não incorrer na intromissão e na carência de tempo para reflexão.

Os missivistas iniciam pelo mais intrincados mistérios da natureza (origem do Universo, sentido da realidade, vida), sem receio da extensão, dispostos a colocar muitas cartas na mesa.

Leonard discursa mais sensato, pautado nas sólidas e fundamentadas teorias ocidentais, apresenta conhecimento rico de maneira acessível.

Deepak se preocupa em combater, parece constantemente interessado em desconstruir, apesar de recorrer intensamente ao outro conhecimento, ao invés de apresentar alternativa, uma visão própria e isenta.

Cada leitor poderá avaliar por si, mas acho difícil negar a sobriedade, leveza e propriedade do primeiro, frente ao falatório vazio do segundo, a não ser que seja algum partidário fundamentalista da espiritualidade.

Cheguei à página 94
Avaliação : 4

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Shikasta - p.452

De maneira natural, meio imperceptível, os fatos nos conduziram a um final apocalíptico, mas com tom bem esperançoso, cheio de confiança no futuro, ainda que incerto.

Acabamos com uma sensação dúbia, entre o desagrado com o texto arrastado, alongado ao limite da nossa persistência, e a maravilha pelo poder da representação da cronologia de uma civilização.

Parece que conseguimos tocar e compreender um pouco da maestria que trouxa a autora à notoriedade, além de perceber influências de sua biografia no texto. Inegavelmente fomos expostos a uma experiência diferente, um estilo particular, cativante e rico em seus maneirismos e abordagens.

Resta a dúvida se ousaremos percorrer as continuações existentes, provavelmente outros caminhos árduos, afinal, por hora, se faz necessário algum distanciamento e repouso reflexivo.

Cheguei ao final
Avaliação : 4