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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Para ler como um escritor - p.320

Numa guinada de estilo, deixamos a catedrática análise para passarmos a uma leitura pessoal de Francine, primeiro sobre um favorito autor, depois sobre o ímpeto pelo ato de ler e suas necessidades.

Sem a força inicial, concluímos nossa viagem em sua companhia com um vento morno, dissonante do tecnicismo a permear o restante, afastando-a de sua melhor vertente.

O complemento, uma lista de obras recomendadas para leitura, pouca acrescenta, afinal não comentada soa como pura obrigação ou lembrete de última hora.

Não bastasse o estranhamento final, nos deparamos com um posfácio de Moriconi, meio com ares de interpretação das páginas precedentes, com pitadas de regionalização para ambientes e autores tupiniquins. Desnecessário...

Aliás, mais desnecessário ainda o enxerto final de uma entrevista com a autora, sobre o próprio livro e seu tema, um apêndice desconectado para fechar com chave de "latão".

Apesar dos pesares, se nos atermos ao principal da obra, sua força inicial prevalece e a entrega de preciosas ferramentas e visões para a apreciação de boas leituras, ou boas escritas, para quem desejar arriscar.

Terminei
Avaliação : 4

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Para ler como um escritor - p.227

Didaticamente avançamos pelos personagens, os diálogos, os detalhes e os gestos, sempre fieis ao método de análise de clássicos, em destaques ao gosto da autora.

Incomoda ainda bastante a atribuição de intenções aos autores analisados, a poda de sua simples expressões, manifestações culturais e ambientais próprias de cada indivíduo.

Vale pela ênfase concedida a cada aspecto, a provocar nossa reflexão e nossa alma de escritor ou leitor, só dependendo do lado da página onde estamos.

Nos últimos temas se percebe maior dedicação à reprodução dos trechos para análise, mais do que o discorrer de conceitos e avaliações, tornando o acompanhar ligeiramente tedioso.

Seguimos firmes e entusiasmados, semeados com pontuações e dicas valiosas, prontas a florescer nas próximas incursões no mundo literário.

Cheguei à página 227
Avaliação : 4

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Para ler como um escritor

Expressar ideias apoiadas na própria experiência, trunfo da autora apresentado nos primeiros movimentos, reforço bem construído para o castelo a desvendar.

Por falar em construção, iniciamos desconstruindo a estrutura dos livros, palavras, frases, parágrafos e narração, elementos sempre exemplificados com trechos de ícones clássicos da literatura mundial.

Destaque para a ênfase na narrativa, especificamente em seu foco, guinado para o público-alvo no lugar da atenção para a voz do texto, ou personalidade do escritor.

Linhas e conceitos bem claros, páginas leves de acompanhar, sem deixar de tocar firmemente em nossa consciência, provocá-la à reflexão de escolhas, desejos e anseios.

Ampla abordagem, estilos e gostos diversos, há certo ar de tecnicismo no discurso de Francine, mas sem abandonar o prazer pelas letras, mais uma questão de gosto, estilo de leitor.

Por outro lado, tal direcionamento pesa a mão na atribuição de intenções aos criadores, remove o crédito de sua expressão espontânea e irrefletida.

Cheguei à página 114
Avaliação : 4