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Roy Tanck and Amanda Fazani
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nave Escrava - p.167

Tanto empenho, tanto mistério, tanto jogo de cintura, para acabarmos em uma situação bem non sense, sem dependências da construção narrativa anterior.

Nem mesmo o grande destaque, envolvendo linguística e animais, ganhou a devida relevância no enredo global da história, sobrou como um penduricalho de ideias, sem grande força na trama.

De maneira geral, a aventura empolga, se encerra com um desfecho interessante, ainda que previsível, mas boa parte do esforço se mostrou inócuo.

Definitivamente, a melhor parte fica a cargo do tom sarcástico, meio jocoso, do jogo de diálogos, uma característica desperdiçada por um enredo mais fraco.

Ao final, valeu para conhecer uma amostra do texto de Pohl, além da diversão de acompanhar essa ficção meio científica e água com açúcar.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Nave Escrava

Futuro incerto, no tempo e no cenário, quem sabe nem futuro esteja, mas o número de incertezas certamente abala o protagonista, com a mão do destino a deslocá-lo.

Atuar em local secreto, sem saber exatamente em que, nem para que, limbo desafiador para a psicologia do marinheiro, assolado por lembranças e apegos ao passado.

O enredo envolvente aponta direções variadas, sempre com um tom sarcástico aos mandos e desmandos da vida, em um nó levemente kafkaniano.

Pouco de ciência se apresentou, a não ser uma ou outra extrapolação de teorias meio absurdas, mas o discurso bem humorado sustenta nosso interesse e nos coloca em torcida pelos desaventurados personagens.

Depois de muitas idas e vindas, finalmente alguns rumos e mistérios se definem, ainda que em comando de uma tripulação sui generes, outra fator de incerteza quanto ao sucesso da missão.

Difícil apostar para onde seguiremos, se descobriremos o inimigo real, se a guerra continua, se a existência de todos estes elementos é real... Com tantos "ses" assim fica impossível não prosseguir.

Cheguei à página 97
Avaliação : 4