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Roy Tanck and Amanda Fazani
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Elogio da Loucura - p.138

Louca com somente a Loucura pode ser, não poupa acidez a ninguém, nem os mais bem estabelecidos pilares da religião de sua época, ou melhor, seus representantes e seu poder.

Claramente o autor destilou extensa e aprofundada observação em comentários espirituosos encarnados por aquela doce senhora, tão ciosa de seu papel no cotidiano.

Daqueles difíceis de negar, mesmo a contragosto, seu texto encurrala argumentos e defesas, ressalta nosso reflexo em frente ao espelho da realidade, ainda que uma realidade insana.

Longe da demência, a Loucura do elogio ressalta e reconhece a imperfeição de nosso ser, ainda que teimemos em aceitar e assumir essa deliciosa e essencial inconsistência.

Além de contatarmos um clássico do pensamento, podemos perceber em seus parágrafos a inspiração de outros tantos descendentes, nos mais diversos estilos literários e correntes de pensamento.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Elogio da Loucura

Consciente e direta, a Loucura se apresenta, por si mesma, com suas próprias palavras, sem papas na língua ou temores, para mostrar de cara para que veio.

Discorre sobre sua genealogia, sua presença na vida cotidiana e sua importância na doce insanidade da existência humana, nos mais diversos aspectos.

Meio jocoso, quase petulante, Erasmo escolhe um estilo e abordagem provocante, nos conduz ao questionamento de forma leve, além de deixar grande margem para o aprofundamento.

A presente tradução recebe bem seus leitores, orienta e documenta, faz seus adendos, derrama inúmeras referências em notas de rodapé, auxilia enormemente o aproveitamento da obra.

Divertido em suas linhas, depois de ambientados ao livro não vislumbramos grandes surpresas pelo caminho, mas certamente inspirados momentos de leitura e devaneio (assim como a pouco, em meio ao tumulto do horário de pico do Metrô paulistano).

Cheguei à página 73
Avaliação : 4