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Roy Tanck and Amanda Fazani
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sábado, 21 de dezembro de 2013

Ciência x Espiritualidade - p.336

O debate entre antagonistas deixou bastante a desejar, afinal a proposta do título enseja, especula, mais progresso, mais enriquecimento, do que obtiveram os autores.

Enquanto o cientista amplia seus horizontes, abrange áreas e filosofias diversas, procura conciliar visões, o espiritualista insiste num combate vazio, sem profundidade, sem volume, sem peso.

Perdemos todos pela insistência de um, ganhamos um pouco pela boa disposição e lucidez do outro a pintar um belo cenário do conhecimento humano.

Talvez a discussão, ou o acordo, seja mesmo impraticável, apesar do esforço despendido, pois os âmbitos não se cruzam, não são conciliáveis, se tratam de áreas e abordagens definitivamente distintas, independentemente da boa vontade empenhada.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ciência x Espiritualidade - p.193

Não há como esperar uma mudança no rumo da conversa, mesmo depois de tantos temas, as posições e abordagens continuam idênticas.

De um lado o matemático, com sua postura madura, sua elaboração pautada em fatos e evidências, construindo um elaborado arcabouço teórico.

Do outro o espiritualista, sem ser religioso, a se apropriar de conceitos ocidentais, misturados num caldeirão de senso comum, a não apresentar nenhuma ideia ou proposta factível.

Discutiram os assuntos mais espinhosos, de relação mente-cérebro a inteligência artificial, do livre-arbítrio à evolução darwiniana, sempre com muito respeito, mas sem enriquecer o debate.

A responsabilidade pela pouca agregação pesa sobre Deepak, arraigado em seus ideais, sem acrescentar elementos, sem usar as mesmas regras do jogo científico (apesar de querer soar como), sem ao menos tentar o caminho do meio.

Vale o prazer de acompanhar as descrições acessíveis e trabalhadas de Leonard, a ilustrar as melhores soluções possíveis da ciência para as grandes dúvidas do ser humano.

Cheguei à página 193
Avaliação : 4

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ciência x Espiritualidade

Nada melhor do que o debate, a contraposição de ideias, principalmente entre dois expoentes tão antagônicos, imbuídos em exercitar o melhor da dialética.

Excelente escolha a produção de textos, distintos, separados, sobre o mesmo tema, para não incorrer na intromissão e na carência de tempo para reflexão.

Os missivistas iniciam pelo mais intrincados mistérios da natureza (origem do Universo, sentido da realidade, vida), sem receio da extensão, dispostos a colocar muitas cartas na mesa.

Leonard discursa mais sensato, pautado nas sólidas e fundamentadas teorias ocidentais, apresenta conhecimento rico de maneira acessível.

Deepak se preocupa em combater, parece constantemente interessado em desconstruir, apesar de recorrer intensamente ao outro conhecimento, ao invés de apresentar alternativa, uma visão própria e isenta.

Cada leitor poderá avaliar por si, mas acho difícil negar a sobriedade, leveza e propriedade do primeiro, frente ao falatório vazio do segundo, a não ser que seja algum partidário fundamentalista da espiritualidade.

Cheguei à página 94
Avaliação : 4

domingo, 25 de março de 2012

O Andar do Bêbado - p.218

Quanta história e quanto desenvolvimento em uma área tão específica do conhecimento, em tão pouco tempo de nossa história.

Os capítulos apresentam extensamente as etapas de evolução da probabilidade e estatística, deixando de lado um pouco o tema principal do livro.

Pouco vimos, ou vimos de forma indireta, a influência do acaso na condução de nossas vidas.

Por vezes as descrições ficam bem ásperas para quem não tem intimidade com a matemática, ou mesmo quem estava mais interessado num contar de causos fluídos de curiosidades.

De certo fica estampada nossa ignorância dos caminhos do acaso, traídos pela nossa intuição enevoada por nossos instintos ancestrais.

Cheguei à página 218
Avaliação : 4

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Andar do Bêbado

Caos, probabilidade e muita matemática, objetivos claro do autor após a introdução, sempre a revelar suas importâncias no cotidiano de todos nós.

Para descontrair, exemplos de causos envolvendo conceitos da área, situações engraçadas ou constrangedoras, frutos de compreensão equivocada ou intuição mal influenciada.

Os primeiros capítulos se dedicam à história da área, seus colaboradores e contribuições, povos ou indivíduos, desde tempos antigos.

Com exemplos bem detalhados, as noções matemáticas se mostram importantíssimas para o acompanhamento, por vezes ásperas, plantando dúvidas do proveito de não iniciados.

Estamos apenas começando e já podemos notar o quanto desapercebemos ou desconhecemos, ainda que frequentemente nos sintamos senhores da situação.

Espero que o caminho pela frente auxilie na melhora da condição...

Cheguei à página 107
Avaliação : 4