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Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Isaac Asimov. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Nós, os Marcianos - p.255

Inesperado encerramento, a segunda parte do livro se compõe de apenas um conto, bem mais longo, mas interessante em seu desenrolar.

Toques de neurociência, pitacos de construções de memórias, armas para a solução de mistérios em colonização planetária.

Percebemos por suas páginas estilos e mecanismos incipientes das melhores produções de Asimov, centelhas da fulgurante chama de seu gênio posterior.

O livro nos entrega pouco, muito pouco mesmo, mas ao menos o suficiente para uma leitura descontraída e atrativa.

Terminei
Avaliação : 3

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Nós, os Marcianos

Três contos mais longos, sem introdução ou as costumeiras apresentações do autor, sem dúvida um compêndio diferente dos costumeiros de Asimov.

Em uma história assistimos a disputa interplanetária por um recurso natural escasso: a água. Antevisão profética de futuras contendas em nosso próprio planeta.

Noutro, um intricado relato do contato interespécies, recheado de interesses e desventuras, típico do desconhecimento mútuo cheio de preconceitos e pretensões.

Por fim, um intercâmbio entre civilizações através de muita telepatia e incertezas relativas ao período de sua ocorrência, a culminar em decisões definitivas e excludentes.

Mornos em seu enredo e discussão, presenciamos páginas bem distantes das mais áureas linhas do mestre, demonstração de sua humanidade ainda que prolífera em produção.

Leitura divertida, mas sem surpresas ou destaques, menos entusiasmo do que supunham as expectativas.

Cheguei à página 158
Avaliação : 3

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Futuro Começou - p.470

Haveria pouco a acrescentar, porém a capacidade de variação sempre exacerbada produz como nunca nos compêndios de Asimov.

Fácil notar nos últimos contos a influência do período de doutoramento do escritor (na sua área de pesquisas, não na ficção :)), provocando-o a tecer até mesmo uma tese ficticiamente publicada.

Além das cintilações de "Fundação", apreciamos nestes términos alguns ensaios dos conceitos da psico-história, outro de seus trunfos tão adorados e intrigantes.

O livro se confirmou um excelente trabalho para iniciação na obra do mestre, mesmo sendo somente um ligeirinho gostinho do seu intenso universo ficcional.

Ótima pedida para os primeiros passeios por suas linhas, ainda que lá o futuro estivesse apenas começando.

Terminei
Avaliação : 5

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Futuro Começou - p.370

Rica e variada, a produção de Isaac nos legou vasta, e suspeito às vezes interminável, gama de experiências ficcionais para estímulo dos pensares e alegria da alma.

A obra continua com seu delicioso ritmo, com mais sequências, mais fatos biográficos, uma Asimovlândia para os fãs e um tesouro a descobrir para não iniciados.

Talvez um pouco extenso além da conta, a densidade de ideias, informações e quebra-cabeças chega a nos deixar exaustos, consumidos por tão proveitosa leitura.

Provavelmente, eis o motivo para outras de suas publicações do gênero contarem com menor número de páginas, deixar sempre o gostinho dos próximos encontros por vir.

Conhecer suas inúmeras vertentes e história reafirma sua maestria e o dom na área dos robôs e no tema da "Fundação", seus filhos mais ilustres.

As últimas amostrar denotam seu estilo mais apurado e maduro, consoam nos melhores tons do apreciado filão de causos mestre.

Haja empolgação...

Cheguei à página 370
Avaliação : 5

domingo, 23 de setembro de 2012

O Futuro Começou - p.274

Sequências, histórias em torno de um enredo conhecido e publicado anteriormente, mal podíamos imaginar surgir tão cedo nas iniciativas do autor.

Nos últimos textos encontramos inclusive um fantástico (no estilo, não na genialidade), amostra das incursões de Asimov em áreas além da ficção científica.

Crescente maturidade avistamos, aprimoramento de suas mordazes visões, sinais de ardis futuram e magistralmente explorados pelo missivista.

Biografia misturada à leitura de seus contos intensifica a diversão proporcionada, especialmente neste exemplar, bem mais do que nos posteriores compêndios (já lidos ao mero acaso). Que sorte!

Resta a curiosidade de quando foi o momento do nascer da linha robótica, o suprassumo de sua obra e toque inigualável...

Cheguei à pagina 274
Avaliação : 5

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Futuro Começou - p.175

Inegável e contínua evolução podemos observar na sequência de contos apresentados, mais uma excelente visão do autor na escolha dos textos.

Envolvidos progressivamente, entusiasmam os contos e os causos, num cadenciar de fatos relembrados com lucidez incrível e considerável dose de auto-análise.

As recusas e fracassos surgem mais frequentemente do que imaginaríamos em princípio, mostras da humanidade do grande mestre, lapidada ao longo de décadas.

Nas últimas páginas um refulgir incipiente de suas marcas mais fortes, quase como um nascimento das primeiras luzes de seu brilhantismo, notamos nas linhas engendradas.

Tema espacial, guerras galácticas, centelhas de sua grande obra, "Fundação", em tempos nos quais mal se pensava em televisão!

Cheguei à página 175
Avaliação : 5

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Futuro Começou

Grata surpresa inicial, Asimov nos revela na introdução uma obra com seus primeiros passos na aventura da escrita de ficção científica, o futuro sabiamente a começar.

Com viés altamente autobiográfico, riquíssimo em detalhes, nada parece capaz de escapar da vista do autor, mesmo os textos menos significativos, mas propícios à retrospectiva.

Interessantíssimo descobrir seu insucesso um dia, apesar da posterior notoriedade, as pedras e encalços pelo caminho, assim como os bons mapas descobertos.

Os primeiros contos nitidamente manifestações de um iniciante, mas com o brilho enviesado da maestria escondida, pronta a aflorar com experiência e maturidade.

Divertida admiração do senhor das suíças, os causos iniciais sugerem volumoso aprendizado pela frente, bastando um leitor disposto e atento.

Cheguei à página 83
Avaliação : 4

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Júpiter à Venda - p.230

Sem dúvida não atinge o melhor de seus exemplares, mas progrediu muito nesta segunda parte, principalmente quando investiu em seu humor refinado, meio sarcasmo, e as bem boladas encruzilhadas nos enredos.

Diversão mais empolgante, sem preocupações sisudas com ciências, mais focado em envolventes dilemas a procura de soluções, voamos mais soltos, descontraídos.

Seja como for, sempre prazerosa leitura, apreciamos inúmeros reluzes de ideias, perspectivas e desejos de outros tempos, numa era bem distante da Internet.

Uma volta ao passado, com duas ou três histórias mais relevantes, encerrada com maestria por uma fábula final sobre robôs, para aproveitar o suprassumo de sua verve.

Terminei
Avaliação : 4

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Júpiter à Venda

Definitivamente, o domínio do mestre Asimov reina sobre o tema robôs, infelizmente não sendo a preocupação da obra em questão.

Cortesia e simpatia persistem como em outras coletâneas suas, com seus comentários cheios de curiosidades a interligar os contos.

Neste caso, assistimos história com especulações científicas, situações extremas ou catalisadoras, com algumas poucas centelhas de sua genialidade a escapar.

Por exemplo, o último conto desta toada versa sobre evolução, alienígenas e exploração interplanetária, numa boa mistura intrincada para quebrar a cabeça e nos divertir.

Leve de levar, nosso aspecto literário, proporciona até o momento leitura despretensiosa e ilustrativa, uma daquelas pequenas facetas deste profícuo tecedor de causos bacanas de apreciar.

Cheguei à página 116
Avaliação : 3

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O Homem Bicentenário - p.237

Certamente as histórias seguintes não conseguiriam superar o último conto, merecedor da referência no título do livro, mas a variedade de temas e abordagens permanece fascinante.

Neurociência e música em tratamentos futuristas, perspectiva atual ditada há muito anos atrás, possível fruto apenas de extrapolação.

Outro conto cósmico, repleto de informações científicas bem explicadas, situação crítica com buracos negros e afins, misto de imaginação e conhecimento com um pouco de aventura.

Depois outro complô, mais robôs pela frente e uma teoria da conspiração sutilmente elaborada, desafio com tons de quebra-cabeça e espírito investigativo aguçado, provocantes linhas a nossa curiosidade.

Para fechar, viagem no tempo e brincadeira bem humorada com seu primeiro editor, um esquete leve para um último suspiro de diversão, acabamento caprichado para tão seleto compêndio.

Uma pena terminar, conhecemos outro excelente exemplar de coletânea preparada pelo autor, sempre com muito senso estético e coesão, a formar releitura preciosa de sua própria obra.

Páginas fascinantes, cuidadosa e inteligentemente aglutinadas, um deleite para fãs (ou mesmo para qualquer pessoa), turbilhão de ideias e emoções para guardar, repensar e reviver.

Terminei
Avaliação : 5

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Homem Bicentenário - p.196

Um computador autista envolvido em pesquisas interplanetárias, discussão de neurociência a fomentar ficção científica e gerar metáforas ampliadoras do entendimento.

O desafio do domínio das máquinas sobre o homem e um bem elaborado complô para combatê-las, digno de Matrix e congêneres, oriundos de épocas bem anteriores.

Voltamos então às discussões filosóficas, ambientalismo e inúmeras considerações éticas, despertar de questionamentos por pura ficção, com propostas de soluções maquiavelicamente intrincadas.

Temas de entrada, construção de ambientes e conceitos para o prato principal, o célebre conto "O Homem Bicentenário", pérola do autor e da sci-fi, robusto composto de ideias e sentimentos.

Impressiona o poder de uma história, envolvente, comovente e magnética em todas as leituras, em todas as repetidas visitas às suas linhas bem conhecidas.

A estrutura do livro, os comentários de encadeamento, as conexões entre os enredos, um presente do mestre Asimov aos seus fãs e à literatura universal.

Extasiante!

Cheguei à página 196
Avaliação : 5

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Homem Bicentenário - p.102

Quem imaginaria um conto entre céus e mares desaguar numa discussão ambiental, bem visionária para seu tempo, além de um jogo de política, poder e dinheiro, com direito a complôs e altos conflitos?

Em seguida, uma sublime história de robôs a discutir as três leis, além de propor alternativas para aceitação da sua espécie pelos humanos, com direito a revisita de antigos temas e personagens.

Só mesmo o grande mestre Asimov para jogar magistralmente com as peças de nossos anseios e medos, transfigurados em objetos futuristas e inovadores, texto repleto de discussões, teses e apresentações.

Em meio às emocionantes historietas, causos de sua carreira no mundo sci-fi, tempero pontual para fomentar a curiosidade e o culto ao autor, esquetes de outros tempos de fatos reais bem vividos.

Puro encanto e diversão, no melhor de seu tema, estilo e ritmo, páginas de contemplação para dificultar a pausa e pedir novas aventuras e tomos.

Cheguei à página 102
Avaliação : 5

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Homem Bicentenário

Recebidos e ciceroneados pelo próprio mestre, cada texto mereceu atenciosa introdução, com a devida ambientação e posicionamento, cenário agradável e simpático para acompanhar a leitura.

Começamos com uma história de robôs e a aparição da célebre Susan Calvin, ótima retomada da personagem tão presente em outras obras, com fundamental participação no desenrolar da trama.

Enredo pleno de significados e reflexos, típicas páginas de questionamento da natureza humana, tão espelhada nos temores e amores pelas máquinas e suas limitações e desafios.

Na história seguinte encontramos a união do céu com o mar, aventura de relações de lunares com submarinos, bem sacada percepção das similaridades das diversas faces da aventura desbravadora do homo sapiens.

Apenas demos os primeiros passos, a segunda incursão nem terminou, mas o ânimo e as perspectivas são animadoras, prenúncio de muita diversão e viagens fantásticas pelo imaginário de Asimov.

Cheguei à página 61
Avaliação : 5