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Roy Tanck and Amanda Fazani
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Belènzinho, 1910 - p.296

Mais uma leva de personagens da época, comuns ou célebres, divertimento garantido assistir suas histórias e costumes, pintura da cultura, hábitos e papeis daqueles tempos.

Nem só de alegrias desfrutavam tais pessoas, a dureza das epidemias que assolavam o país ganha um breve relato, de tristezas e vitórias, cenário longínquo da atual realidade, mesmo com as mazelas atuais do serviço de saúde público.

Quase no final, uma ilustração do transporte na era das carroças e da tração animal, com o despontar da grande novidade dos primeiro automotores.

Na despedida o prezado missivista tece um apanhado geral de suas visões, com a comparação de sua contemporaneidade, lá nos idos anos 60.

Belo gancho para inspirar quem possa se aventurar a continuar árdua tarefa de registrar as memórias da região a partir de então, talvez até o começo desse nosso novo milênio.

Retrato saudoso de laços comunitários mais fortes, além do registro histórico, o autor nos lega pistas dos elementos para formação de raízes legítimas em nossa cidadania.

Cheguei ao final
Avaliação : 5

sábado, 24 de agosto de 2013

Belènzinho, 1910 - p.211

Extrato bem cuidado de uma época, assistimos a ebulição social com as indústrias, os avanços das relações trabalhistas, as organizações dos trabalhadores, as greves e até mesmo os bons industriais, ciosos da melhora da vida de seus empregados.

Noutro capítulo da história do bairro, da grande cidade, lembranças do rio Tietê e imagens difíceis de imaginar novamente, a recreação em suas águas, pescarias, dias de nado e muita diversão.

Aliás, aproveitar o bairro dizia respeito a inúmeras outras atividades, lemos sobre os bailes, as serestas ou o circo, encontro da comunidade, marcos e pilares da construção das relações de lugar, senso de pertencimento.

Para terminar esta parte, a descrição de inúmeros tipos, pessoas e profissões de outrora, meios e necessidades de um passado já remoto, certamente restrito em nosso tempo aos livros e registros.

Viagem no tempo deliciosa, acompanhar a narrativa do autor nos envolve na evolução do bairro, da cidade, do país, da sociedade, da própria vida cotidiana.

Cheguei à página 211
Avaliação : 5

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Belènzinho, 1910

Ao optar por entrelaçar sua própria história com a narrativa do livro, o autor enraíza os cenários retratados em tons bem pessoais sem deixar de lado o rigor da pesquisa documental.

Construído com maestria, o enredo passa por consideráveis terras vizinhas, algumas até bem distantes, para desaguar cheio de expectativas no tema da obra.

Banhados por uma enxurrada de referências e nomes conhecidos em tempos atuais, sonhamos aquele passado com imagens nítidas de um filme familiar, como aqueles guardados em super-8 nos armários da família.

Formação do povo, memórias das igrejas e fábricas, as vizinhanças e seu convívio, sentimos com se nosso próprio avô contasse fatos à mesa do Domingo.

O primor se nota pelo cuidado em apresentar os temas, como quando para falar das antigas e onipresentes vidraçarias, Jacob nos presenteia com o relato da origem milenar do vidro.

Passeio mágico por tempos remotos, aos conterrâneos do nosso presente (o texto data dos anos 60), um memorial imperdível, aos leitores de outras paragens, um convite para uma visita a experimentar seus centenários ares.

Ah... Belenzinho!

Cheguei à página 108
Avaliação : 5