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Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Ray Bradbury. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A cidade inteira dorme e outros contos

Nada como um bom prefácio, tal qual deste livro, para lapidar um proveitoso perfil do autor, contextualizá-lo, apresentar suas cores, sua paleta, nos permitindo apreciar ainda mais a leitura.

Encontramos contos variados, em estilo e tema, mas sempre diretos, objetivos, sobrepujando suas linhas para nos presentear com visões da natureza humana, de nossos anseios e nossas almas.

Não fazem parte do conjunto apenas histórias de ficção científica, galácticos, em boa parte sem grandes destaques, mas Marte se faz presente e as boas sacadas também, com merecido destaque para a última aventura.

Com tamanha contribuição no reino das letras, não podemos esperar sempre um "Fahrenheit 451", mas a notável maestria em tecer enredos surge a cada parágrafo, a cada personagem, viagens a mundos e psicologias deliciosas de acompanhar.

Diversão por todo caminho, as páginas desta coletânea permitem contatar mais um pedacinho deste mestre da imaginação, prolífero e acessível, capaz de imprimir tons e ritmos bem distintos em cada texto concebido.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O Zen e a arte da escrita

Com estilo testemunhal, Bradbury desata a expressar todo seu âmago literário sem cerimônia, autêntico e sincero comove em sua descrição apaixonada do ato de escrever.

Percorre experiências pessoais e um arcabouço de ideias construídas ao longo da vida, sempre misturada à carreira, ato autoconsciente para poucos iluminados e inspirados.

Sem melindres técnicos ou truques de abordagem, ele expõe a paixão do realizar e expressar, original e fiel a seus próprios anseios, limites, vivências e desejos.

Sua faceta zen se revela na aderência completa ao respeito do ciclo da existência, do deixar fluir, acontecer, confiar na capacidade própria e não temer se apresentar.

Tão espontâneo, tão natural, que as últimas páginas se compõem de textos em versos, muito mais um manifesto da liberdade de expressão do que um manual de escrita propriamente dito.

Inegável a transparência de suas palavras e incontestável a presença dos elementos que transformaram aquela pessoa no grande e reconhecido autor de ficção científica.

Procuramos mais um livro sobre as agruras de grafar pensamentos e acabamos encontrando verdadeira ode de amor às letras e histórias.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

segunda-feira, 23 de julho de 2012

F de Foguete - p.210

Felizmente o tema espacial permaneceu por toda jornada, todas as histórias apresentaram seu quinhão neste fascinante universo.

Merecido destaque devemos conceder a "Gelo e Fogo", daqueles textos a compensar todo o percurso das páginas passadas e vindouras, intenso e pleno de ficção científica.

Os últimos contatos com as linhas do autor permitiram impressão clara sobre seu estilo e ideias, com todo sua inocência e esperança por tempos gloriosos da humanidade, amplamente apoiadas em avançadas tecnologias

O olhar crítico não dispensa a observação ácida das agruras e vícios do espírito homo sapiens, tempero indispensável em sua narrativa.

Apesar de morno em alguns momentos, a apreciação do livro garantiu momentos de diversão, com alguns de até fascinação, causos com ares de sonhos de menino, num tempo bem distante.

Terminei
Avaliação : 4

quinta-feira, 19 de julho de 2012

F de Foguete

Sensível diferença nas obras publicadas pela Hemus, mesmo sem espantar ou entusiasmar demais, ao menos congregam histórias mais próximas da ficção científica.

No livro em questão, o tema foguete acertadíssimo, central em todos os contos até aqui, sempre com forte componente humano característico da narrativa de Ray.

Envolventes e reflexivos, em sua simplicidade garantem bons momentos de leitura relaxante e apreciativa, ainda que encontremos alguns textos lidos recentemente na outra coletânea.

Marte também participa com grande presença, vez ou outra acompanhado por algum outro corpo celeste do sistema solar, os horizontes resplandecem mais amplos por aqui.

Em suas linhas há certa magia, um encantamento possivelmente presente nos corações das pessoas de sua época, ou da época destas publicações, a era dos motores espaciais.

Abundante imaginação com incipiente tecnologia, combustível para jornadas mentais longínquas, facilmente se escapando da realidade ou do universo plausível.

Interessante contato com essa visão e estes outros trabalhos do autor, auxilia grandemente a formação de opinião e o entendimento de seu renome.

Cheguei à página 124
Avaliação : 4

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Os Frutos Dourados Do Sol - p.210

Final da viagem e nenhuma novidade, o mesmo ritmo de contos comuns, por poucas vezes com expedições espaciais, mas nenhum grande destaque ou mérito.

Por outro lado, as histórias provavelmente retratam bem à época do autor, as ideias a pairar pelas cabeças, o toque inocente e pueril na interpretação da vida.

Difícil compreender a ilustração da capa, com seus ares de ficção científica, dissonante com seu conteúdo, seus artifícios, seu estilo...

Constatação clara, impossível julgar um livro pela capa! :)

Bradbury compôs bons esquetes sobre o cotidiano, as angústias humanas, atuou com maestria com seus títeres, porém passou longe de brilhar e entusiasmar.

Desculpo-me pela insistência, mas melhor guardar só mesmo "Fahrenheit 451".

Terminei
Avaliação : 3

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os Frutos Dourados Do Sol

Lúcida e assertiva, a apresentação desenvolvida na orelha do livro classifica adequadamente o trabalho do autor, desmistificando sua rotulação como ficção científica.

Os contos florescem para fundamentar a opinião, linhas bem mais voltadas à apreciação da natureza humana, histórias de pessoas cotidianas repletas de filosofia.

Bons enredos, bem elaborados, mas nada preocupados com ciência ou com o futuro, muito mais próximos da fantasia e do terror, gêneros dominados por Ray, certamente desde muito tempo.

Nesta primeira parte, dos 11 textos encontramos 3 participantes do volume lido anteriormente, sem merecem tamanha atenção, apenas uma escolha arbitrária do organizador.

Visão interessante do mundo, a leitura diverte ainda que o gênero não seja o preferido, ainda que suas páginas estejam longe da genialidade de "Fahrenheit 451".

Cheguei à página 98
Avaliação : 3

domingo, 15 de julho de 2012

E de Espaço - p.210

Na segunda parte a ficção científica se perdeu, imergimos no mundo da fantasia e do conto casual, sem grande relevância.

O jeitão lembra bastante o "As Crônicas Marcianas", do mesmo autor, inclusive com o tema Marte bem marcado, quase obsessão junto com os foguetes.

De qualquer jeito a ciência passou longe, nem mesmo podemos ressaltar a qualidade e emoção das histórias, afinal pouco têm do ímpeto crítico inicial.

Talvez seja aquela época, talvez simplesmente a cabeça do missivista, ou quem sabe uma certa forçada para compor um conjunto volumoso o suficiente para publicação...

Valeu a leitura pela primeira metade do livro, quase um outro título, outra obra, tamanha a brusca mudança do ritmo e foco.

Fazer o quê, né?

Terminei
Avaliação : 3

sábado, 14 de julho de 2012

E de Espaço

Poucos livros nos brindam com introdução tão bacana, biografia do autor pelo próprio autor, um curriculum vitae cheio de poesia.

Longe do cyberpunk, os contos se ambientam em futuros, com ares de comédias de costumes, mas sem se limitar à ficção-científica.

A ciência está lá, bem clara e pertinente, mas somada a um pouco de fantasia, terror e considerável crítica social.

Em estilos e gêneros variados, as histórias leves envolvem e divertem, uma senhora coletânea para os fãs da área, oriunda de um célebre mestre.

Páginas de outros tempos, na imaginação e na publicação, os cenários e personagens soam com ar vintage, um mundo desejoso de foguetes e Marte.

Que o bom ritmo dure até o final do livro...

Cheguei à página 95
Avaliação : 4

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fahrenheit 451 - p.256

Fogo, outro importante elemento presente no enredo, assim como os livros repleto de simbolismo e metáforas, parte do processo de descobrimento das personagens.

No ápice da trama poucas opções de retorno ficam disponíveis, as vidas transformadas seguem rumos conflitantes, antes imaginados intransponíveis ou nem concebidos.

Observamos um sem número de inspirações de obras posteriores, sejam de realidades alternativas ou sociedades de controle, mostra da grande influência de Bradbury.

Ao final, uma solução romântica e romantizada, quase terna, para a salvação dos livros e da sociedade, plantio de esperanças e amor pela literatura e conhecimento.

Indispensável aos amantes das bibliotecas, a obra se estende além da mera ficção-científca, se posta com louvor entre as boas leituras, mesmo com toda sua simplicidade.

Nesta edição ainda somos presenteados com um posfácio e um pequeno texto do próprio autor, reflexões complementares às suas ideias, presente da longevidade de Ray, apesar do mais de meio século de vida do título.

De quebra, uma leitura suplementar preparada pela editora para apoio em discussões, interessante ainda que com ares escolares.

Diversão garantida para momentos de deleite, pena (ou não) sua curta extensão, eletrizante em todos os momentos e recheada de fervilhantes digressões para reflexões a desenvolver.

Imperdível! Vamos agora atrás do filme e leituras recomendadas.

Terminei
Avaliação : 5

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Fahrenheit 451

Qual o poder de um evento na transformação da vida de uma pessoa?

De cara, nosso personagem principal, Montag, se vê arrebatado de seu calmo e ajustado cotidiano por um contato inesperado.

Como entender (e atender) os novos anseios e emoções depois de tamanha provocação, como voltar ao enquadramento do status quo?

Pressões exercidas, mudanças em curso, uma revolução na bem assentada vidinha clama por ocorrer, sem trégua, sem concessões.

A trama se desenrola em torno de algo especial, livros, em todos os seus significados e simbolismos, alvo de combate em uma futura sociedade fascista.

Narrativa ágil, agradável, nos conduz por cenas e ocorrências sem deixar muito fôlego, arrastados como o próprio personagem pela vida.

Papéis bem definidos, lados escolhidos, estamos na eminência de conflitos mais graves, talvez definitivos e perenes, contribuição especial para mais emoções.

Metáforas bem sacadas e elaboradas, cenários interessantes, elementos componentes de páginas deleitáveis de ler, sem muita vontade de parar.

Cheguei à página 151
Avaliação : 5

domingo, 7 de agosto de 2011

As Crônicas Marcianas - p.210

Organizar uma coletânea de contos, dispostos com apreciável lógica, cronológica e narrativa, já é tarefa árdua.

Conseguir resultar num caldo que melhora com o avanço das páginas, culminando num ápice de qualidade, só mesmo para grandes mestres.

Nos últimos textos, além da FC esmerada, encontramos poesia e filosofia, com toques sutis e delicados.

Reverência memorável aos seus leitores, extraindo o melhor de seus frutos para nosso deleite.

Marcantes referências a guerras e solidão, males modernos considerados àquela época, diagnóstico de nossa incorrigível condição humana.

Apesar da simplicidade de suas linhas, nos fala com tamanha profundidade, merecendo seu lugar no panteão dos ilustres autores da área.

Terminei
Avaliação : 5

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

As Crônicas Marcianas - p.153

Em se tratando de alma humana, alguns assuntos acabariam marcando presença, como religião e segregação racial, mesmo num futuro "tão distante".

Conquistar ecoa como mote das expedições e com a conquista a salvação, a remissão dos pecados dos selvagens marcianos, semelhança guardada com alguma história esquecida.

Expedições para reconhecimento, de novas terras ou dos exploradores, em busca dele para registro de seus nomes para a posteridade.

Escolha o ambiente, o cenário, ou o mundo, lá estaremos para reproduzir nossos erros e nossa história, sina homo sapiens duvidosa de seu êxito.

Condenamos a existência humana a um ciclo autodestrutivo, predador das próprias fontes e riquezas, travestidos de gafanhotos do universo?

Na simplicidade dos textos somos confrontados com inúmeros de nossos fantasmas...

Cheguei à página 153
Avaliação : 5

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As Crônicas Marcianas - p.102

Ah, a inocência da década de 50, quão fácil elaborar as aventuras no planeta vermelho, quando ainda nem à lua havíamos chegado...

Após um início de histórias cronologicamente encadeadas, começamos a tomar contato com os mais variados estilos.

Curtos e longos, descritivos ou reflexivos, aproveitamos o cenário da FC para exercitarmos as ideias à cerca do gênero humano.

Sempre bem bolados, os contos revelam a maestria de Bradbury em propor civilização, cultura e tecnologia, sutilmente, deleite para seus leitores.

O autor não poupa assuntos a tratar, explorar magnificamente seus parágrafos e teorias, com ritmo estimulante.

Até a aqui a obra vem se revelando daquelas para não parar de ler, de não desejarmos o final, mesmo sabendo que ele virá.

Cheguei à página 102
Avaliação : 5

As Crônicas Marcianas

Quem diria, um dia, o ano de 1999 fora um futuro meio longínquo, propício para o cenário de explorações espaciais.

Como imaginar a chegada do homem a Marte, com grande enfoque do ponto de vista marciano?

Bem ambientadas situações, com certo ar jocoso, dignas de Douglas Adams, conduzem nossa atenção pela descoberta desta civilização telepática.

Por sinal, estratégico elemento adicionado esta tal telepatia, proponente de lógicas reflexivas engenhosas.

Até o momento, três tentativas de chegada e contato, sem grande sucesso, mas repletas de reviravoltas e revelações.

Sem falar na boa e velha ficção científica, com viagens interplanetárias, repletas de imaginação e referências científicas.

Oba!

Cheguei à página 51
Avaliação : 5