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Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Darcy Ribeiro. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 19 de novembro de 2013

O Brasil como Problema

Direto, sem papas na língua, Darcy não enrola para se posicionar e deixar muito claro suas opiniões sobre os problemas inerentes à nossa situação nacional.

Sua consistência e lucidez derrubam qualquer cinismo posterior de qualquer pessoa insistente em não reconhecer o poder e simplicidade de sua percepção.

O principal de sua mensagem permanece gravado e ecoa em sua obra, como apresentado e repetido neste pequeno livro, em uma síntese poderosa de longa e fundamentada experiência acadêmica e de campo.

Lá pela metade do texto o autor diverge para relatos de sua biografia, foge ao título, ou talvez não, uma vez que sua história se funde com a brasileira, influência indiscutível na formação e rumo do Brasil contemporâneo.

Testemunho-testamento, o livreto cumpre sua função de fomento aos desejosos e ciosos de entender e participar a construção de nossa pródiga e miscigenada sociedade neo tupiniquim.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Povo Brasileiro - p.476

Encerramos a maratona pelo curso da história nacional com a apreciação de um último perfil, o Brasil sulino, descrição feita nos mesmos moldes das anteriores, no mesmo tom.

Para concluir o portentoso volume, um contrastante rápido encerramento, pleno de ovação das boas perspectivas latentes no bravo gigante adormecido.

Tendencioso aqui, repetitivo em muitos outros ali, o livro concentra imenso e trabalhoso registro de não menos complexa e rica sopa da nacionalidade brasilis.

Faltaram verve literária, didatismo e arquitetura de ideias para expor o imenso mosaico de nosso povo e suas vertentes, mas indiscutível valor histórico salta aos olhos a cada virada de página.

De repente, em outra época, em divisões menores, encontraríamos o mesmo precioso conteúdo em formato mais acessível e convidativo.

Seja como for, o contato com este ser vivo se faz obrigatório para quem deseja compreender o intrincado quebra-cabeça de nossa ancestralidade, nem que seja por um simples resvalar em tão hercúleo trabalho.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Povo Brasileiro - p.403

Chegamos a uma apresentação mais estruturada, com a apreciação de perfis do nosso povo (o caboclo, o sertanejo e o caipira), seu ambientes e desenvolvimento, sua participação na sopa social em construção.

Rico em detalhes, o texto continua esparso, oscilante, meio sem a coesão de uma teoria, com tese, com poder de síntese, com fundamentação clara.

Por vezes nos pegamos sem o devido senso do tempo, por outras vezes esbarramos com opiniões tendenciosas de cunho ideológico, sem isenção, sem a devida distância própria da análise científica, com constantes repetições de fatos e enfoques.

As seções, os capítulos, se encerram inesperadamente, como que por exaustão, mais do que pelo alinhavo de ideias e compartimentação do caminho.

Mantidos atentos pelo belíssimo e amplo panorama exposto, seguimos viagem sem grandes expectativas de mudanças ou surpresas no estilo, no rumo ou nas conclusões.

Cheguei à página 403
Avaliação : 3

domingo, 10 de novembro de 2013

O Povo Brasileiro - p.304

Chegou a hora da discussão de classe, cor e preconceito, com um salto na cronologia para tempos modernos, seguida de uma volta aos primórdios de nossa história, um vai e vem no esmiuçar da condição dos negros no processo e sua influência em nossa formação.

Passamos então para a discussão com enfoque histórico, apesar de continuarmos muito mais no aspecto sociológico, uma mistura de fatos coletados no grande mosaico de reflexos do povo em constituição.

Há certa instabilidade na linha de pensamento, uma incerteza a aflorar, certa falta de objetividade, aliada a pitadas de certo ranço, exposição afirmativa com ares de desabafo.

Nos finais dos capítulos sobram fiapos, faltam amarras, o acabamento, a nítida percepção do reflexo do tempo de concepção do livro e sua extensão no registro realizado pelas páginas.

Muitas afirmações e discussões se repetem, voltam com mais detalhes, mas sem grandes agregações ou evolução no contexto, um ritmo meio penoso de acompanhar apesar do interesse despertado constantemente pelas questões levantadas.

Seu inegável mérito no posicionamento histórico sucumbe por vezes a um forte viés ideológico, carente de afirmação e insistente em aparecer.

Cheguei à página 304
Avaliação : 3

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Povo Brasileiro - p.201

Ainda na questão étnica, seguimos para apreciação da influência dos negros, surpreendentemente com participação em grau bem diferente do suposto pelo senso comum inicialmente.

Partimos então para os aspectos socioculturais, mas com ênfase inicial na força dos movimentos de revolução, apesar do ímpeto na descrição ser breve.

Em meio a tais argumentações, volumosa descrição de fatos econômicos e geográficos, por enquanto sem a clara conexão entre as duas abordagens, tão somente o relato histórico da evolução do país.

O tom da apresentação continua, um apanhado de inúmeras evidências históricas, referências de diversos autores, mas com a sensível falta do arremate, a tese a defender, a síntese.

Dúvida mantida, dos destinos do trabalho e das causas desta aparente oscilação em torno de temas, da imprecisão, aguardamos esperançosamente melhores momentos, admirados da farta informação colecionada.

Cheguei à página 201
Avaliação : 4

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Povo Brasileiro

Portugueses, índios e negros, pilares esboçados na introdução para erigir o ideário de Darcy sobre as origens de nosso povo, seus matizes e características.

Por sinal, também interessa o breve discurso sobre a concepção e construção da obra em questão, seus tempos e motivações, suas dúvidas e decisões, biografia do pensador embutida no trabalho.

Nesta primeira parte assistimos a história com atenção especial aos índios, os gentis primevos desta terra, com o cenário da sua vida à época do descobrimento.

Não poderiam ser deixados de lado os colonizadores, também ambientados para possibilitar a completa compreensão das relações que surgiriam.

Com grande destaque conhecemos o cunhadismo da cultura indígena daqueles tempos, um dos principais motores da miscigenação e integração daqueles povos.

Lutas culturais, religiosas, embates biológicos, inúmeros fatores descritos nos primórdios da nossa história, pequenas contribuições em uma extensa historiografia.

O estilo do autor tem suas idas e vindas, suas reentrâncias, diversas retomadas de assuntos já mencionados, quem sabe causadas pela longa cronologia da escrita do livro, mas sem influenciar em sua apreciação.

Árduo trabalho, árduo estudo, galgamos pequenos e iniciais passos, com imensos horizontes pela frente e muitas ideias a acolher.

Cheguei à página 105
Avaliação : 5