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Roy Tanck and Amanda Fazani
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Alô_ Sr. Deus_ Aqui é Anna - p.188

E até o final conhecemos metafísica existencial à la Anna, mas apenas isso, com toda sua idiossincrasia.

Mais do que nunca, neste último trecho, Deus esteve presente, insistentemente, sem grandes novidades ou revelações.

Mesmo o "dramático" final não chega a nos tocar, parece insípido, meio plástico, artificial na sua ocorrência.

Intenções das melhores foram plantadas neste texto, infelizmente seus frutos deixaram bastante a desejar, principalmente pela expectativa gerada no prefácio.

Quais as verdades sobre a origem do texto, as motivações do autor, os acasos nitidamente casados na sua busca de sentido.

Das esperanças plantadas de boa diversão, restaram algumas boas reflexões, ângulos de visão inusitados e excelentes flashes de ideias.

Terminei
Avaliação : 3

Alô_ Sr. Deus_ Aqui é Anna - p.147

Geometria, ótica, física e metafísica, as mais diversas áreas do conhecimento são exploradas pela garotinha, sempre com seu olhar muito peculiar.

Constante também é o envolvimento de Deus nas questões, interesse diferenciado em alguém tão jovem.

Os pontos de vistas, a elaboração das ideias, me parece um pouco exagerada para uma personagem com suas características.

Mão pesada do autor na estrutura de sua psicologia, insere um ar de artificialidade nos "causos" relatados.

Além disso, pouca evolução ocorre, na narrativa ou na psique dos personagens, afrouxando a condução e o ritmo da trama.

Vejamos se consegue concluir com algum movimento surpreendente, um toque a remover o enfado das últimas páginas.

Cheguei à página 147
Avaliação : 4

sábado, 23 de julho de 2011

Alô_ Sr. Deus_ Aqui é Anna - p.96

Com olhos infantis, mas filosofia aguçada, Anna segue a perceber o mundo e suas incongruências.

Dialética elaborada, nem parece vinda de alguém tão jovem, vai ensinando a Fynn lições grandiosas.

Essa fábula encanta, deixa-nos com dúvidas, desconfiados quanto a suas intenções.

Pouco podemos precisar para onde nos levará, travessuras comuns do exercício do pensar, delícias da iluminação.

Devo confessar, a este ponto a narrativa ficou mais monótona, um pouco repetitiva, espero não comece a se arrastar mais para o final.

A trama carece de algum outro elemento, afinal sua belíssima proposição não pode desaguar num exercício exibicionista do autor.

Cheguei à página 96
Avaliação : 5

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alô_ Sr. Deus_ Aqui é Anna

Introdução das mais empolgantes, assinada pelo editor, gera imensa expectativa pela leitura, logo de cara.

Quem sabe pelo efeito de suas palavras, ou pelo verdadeiro potencial do texto, as primeiras páginas encantam a cada linha.

Apesar do peso da história de Anna, de todo gravidade imputada a sua pequena vida, somos invadidos por singela leveza.

Filosofia apurada dos olhos infantis, quem sabe acaso uma personagem real, provoca e incomoda permanentemente.

Neste primeiro trecho inúmeros momentos já se passaram, mas mal percebemos ,fomos envolvidos e levados.

Pouco consigo imaginar do reservado às futuras viradas de folhas, mas o começo faz por ansiar.

Lembra um pouco o estilo de Jostein Gaarder, com um enfoque diferente, de outro ponto de vista, de qualquer forma igualmente cativante.

Cheguei à pagina 45
Avaliação : 5