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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Umberto Eco. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sobre a Literatura - p.320

Obscura e nebulosa continuou a evolução do tratamento do tema, deixando dúvidas da adequação de sua escolha ou seus textos.

Uma discussão sobre a Poética aristotélica, sem avanços significativos, rocambolesca, mais parecendo um arroubo de erudição.

Então se volta o foco para um tal mito americano, a influenciar gerações de italianos, mas sem grandes vínculos com a dita literatura.

Outra guinada e se discute a força do falso, as perpetuações de equívocos pelo status quo, talvez no máximo uma discussão quase sociológica ou histórica.

Por fim, para terminar com qualquer esperança, um texto para descrever como o próprio autor enxerga seu modo de compor, seus caminhos e métodos, um tanto quanto autocentrado demais.

Textos nem tão bons, nem tão instigantes, porém sem dúvida de difícil aglutinação em um compêndio, algo como juntar qualquer discurso sobre o ser humano, afinal quase toda nossa expressão passou pelas letras.

Fica da obra um ar de catado, um mal arranjado aglomerado de ensaios do mesmo autor que alguém, por algum motivo, resolveu juntar em um único volume.

Terminei
Avaliação : 2

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sobre a Literatura - p.239

Tecnicismos à parte, o desfile de aspectos da literatura segue ininterrupto, e hajam aspectos para esmiuçar!

Crítica e estilo, combatentes tênues, com equilíbrio de difícil obtenção, principalmente em se tratando de tão extensa variedade de considerações.

E pensar nas inúmeras camadas por trás das linhas, os diferentes níveis de profundidade possíveis de se obter na apreciação de um texto.

Nem se esqueceu o autor de particularidades como as sujeiras das formas, das quais mesmo os mais célebres ícones ficam sujeitos.

A complexidade aumenta no estudo da ironia intertextual e os níveis de leitura, tema familiar aos estudos da tradução e das compreensões da estrutura cultural dos idiomas.

Denso e um tanto monótono como antes, continuo galgando suas páginas, curioso das possibilidades de exploração do tema da literatura e suas surpresas permanentes.

Cheguei à página 239
Avaliação : 3

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sobre a Literatura - p.161

Joyce e seu idioma próprio, Borges e suas inúmeras referências, o autor permanece em sua análise da literatura baseada e autores, mas agora se tornam mais nítidas suas intenções.

Outros aspectos são tratados, mais genericamente, sem tantas citações, como estilo e influência, porém sua abordagem é rebuscada e extremamente técnica, mais própria a iniciados.

Talvez seja minha ignorância sobre os temas da área, talvez seja a profundidade em suas argumentações, mas fato é que o ritmo da leitura fica penoso, pouco prazeroso.

É admirável seu domínio sobre as letras, versado e experiente nos mais diversos assuntos, pena não conseguir transformar tudo isso e algo mais palpável aos simples e pobres mortais.

Desafio e esforço se transformam no combustível em conquistar ao menos um pedacinho destas tantas páginas por vir.

Cheguei à página 161
Avaliação : 4

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre a Literatura

Confesso ter esperado um livro com abordagem diferente, a tratar das características da literatura, seus vieses, suas técnicas ou rumos.

De início, discute brevemente a função literária, seu papel em nosso cotidiano e influência na nossa cultura.

Os artigos seguintes analisam obras e autores específicos, mais interessante para quem os conhece, já leu e pode acompanhar os detalhes da interpretação.

Além disso, reforça os tecnicismos, explora aspectos intrincados da construção das obras, como no desenrolar de "Sylvie", tão apreciado pelo autor.

É verdade que impressiona descobrir a riqueza de detalhes possivelmente despercebidos por ingênuos olhos leigos, sem experiência crítica ou analítica.

Depois de volumosas páginas, voltamos ao mundo da arquitetura dos textos, apreciando longas citações de aforismos e máximas, procurando desvendar suas diferenças e mestres de seu uso.

Aguardo as próximos folheares com esperança de um direcionamento tal qual das recentes linhas, mais agradável à leitura por simples diversão.

Cheguei à página 90
Avaliação : 3

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quase a Mesma Coisa - p.430

Apesar de mencionar inicialmente apenas tratar de tradução, o autor dedica um capítulo para discutir a mudança de matéria, a transformação entre linguagens.

Encerra a jornada com a avaliação da possibilidade de um idioma universal, sonho antigo de pensadores e linguistas, mais distante do que poderíamos imaginar.

Exemplifica a dificuldade com a apreciação de um conceito simples, as cores, com todos os seus tons culturais e históricos.

O livro avançou além da simples divulgação científica, se tornou bem áspero para leigos, apenas interessados em visitar os meandros deste nobre ofício.

No entanto, ninguém passará incólume ao seu contato, capaz de nos fazer perceber a riqueza existente em nossas leituras cotidianas, escondida nos recantos por trás das letras.

Terminei
Avaliação : 4

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quase a Mesma Coisa - p.350

Para tentar distinguir tradução de interpretação, o autor recorre à semiótica e mais uma vasta quantidade de teoria de seu arcabouço metodológico.

Apresentadas as diferentes correntes, acabamos por conhecer sua opinião, pautada em tanta experiência própria, para fomentar bastante reflexão nova.

A atenção se volta, em seguida, para a substância do texto, o respeito do tradutor por ela, e as difíceis considerações acerca da lida com tão tênue matéria.

Estrada elaborada e intricada, viajamos essencialmente por linhas de poesia, fontes de sutis mensagens e significâncias.

Encerrando este último trecho, descobrimos a possibilidade da reelaboração radical, modo de tradução extremo e surpreendente, mais alguns litros de complicação nos tonéis dos tradutores.

Como caso de estudo, Finnegans Wake e suas traduções elaboradoras pelo próprio Joyce, verdadeiras obras adicionais de criatividade e genialidade.

Estamos em paragens bem mais técnicas, de difícil digestão, não tão palatáveis a leigos curiosos, desconhecedores de tantos detalhes possíveis da área deste trabalho.

Cheguei à página 350
Avaliação : 4

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quase a Mesma Coisa - p.250

Nuances, minúcias, espantosa erudição de Umberto Eco, destilada em sucintas, sem deixar de ser profundas, análises de trechos, em italiano, francês, inglês ou espanhol.

Haja fôlego!

Bem além de converter o léxico, passeamos pela arte de aproximar mundos, unir culturas, na medida do possível.

Concessões, negociações, intercâmbios, a diplomacia em torno das traduções remete a esforço, compreensão, boa vontade, empatia e enorme conhecimento dos idiomas, culturas, história e geografia.

Nas últimas páginas o horizonte ficou mais denso, apesar da sutileza no tratamento concedido, leigos talvez sofrerão, especialistas se hipnotizarão.

Descobrirão como seu trabalho faz ver, faz ouvir, faz aumentar consideravelmente a percepção de situações, símbolos, significados, ambientes.

Cheguei à página 250
Avaliação : 4

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quase a Mesma Coisa - p.152

Substâncias, conceitos interessantes para identificar no texto e caracterizá-lo, encontrar sua identidade, ainda que vertido em outros idiomas.

Decorre daí a reversibilidade, outra característica presente no mundo das traduções, apesar de transições deixarem sempre a partícula do "quase".

Verificamos, em seguida, a importância do significado e interpretação, esmero na compreensão das linhas sejam para onde forem versadas.

Neste ponto percebemos que falar de tradução diz muito sobre entendimento, percepção arguta dos detalhes artisticamente acomodados pelas páginas de um livro, mesmo no idioma original.

Assumida a impossibilidade da total e perfeita transliteração, discutimos e avaliamos as perdas e compensações, sacrifícios e benefícios do ofício de traduzir.

O autor apresenta inúmeras experiências, de tradutor e de intervenções em sua obra, enriquecendo imensamente a leitura e o discurso.

Gostaria de dominar mais as línguas exemplificadas, para sorver melhor as nuances, poder deliciar-me mais com as sutilezas desta grande arte descrita tão minuciosamente por um mestre da literatura.

Cheguei à página 152
Avaliação : 5

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quase a Mesma Coisa

Simplesmente introduzir seria pouco para o autor, ele discursa sobre um amplo espectro do conceito de tradução, para claramente pinçar aquele do qual tratará no decorrer da obra.

Ao falar de transliteração, expõe o problema da simples (nem tanto assim) transcrição entre sistemas linguísticos, oriundo da carência de reciprocidade de símbolos e estruturas.

Utiliza divertidamente um mecanismo de tradução disponível na Internet, o BabelFish do Altavista, para escancarar as lambanças produzidas por "conversões" automáticas entre sistemas.

Fiquei curioso em expor os mesmos trechos para o Google Translator, mais presente em nossos dias, e averiguar qual a evolução da tecnologia nesse hiato de alguns anos.

Mesa posta, voltamos nossa atenção para conteúdo e contexto, além da plausibilidade do universo descrito nas linhas a trabalhar, passamos do sistema ao texto.

Mal começamos e a árdua tarefa desponta no horizonte a nos desafiar, a nos surpreender munidos apenas com partículas de uma vastidão de ideias, pequenas ferramentas para um trabalho hercúleo.

Fruto da experiência de Eco, ou não, bons ecos surgem das primeiras frases sussurradas.

Animados e curiosos seguimos...

Cheguei à página 48
Avaliação : 5