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Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Philip K. Dick. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Fluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial - p.256

Com um desfecho surreal, típico das ficções científicas quase psicodélicas, o autor costura um enredo bem amarrado e com boas surpresas, sem precisar ser mirabolante, mas de digestão lenta.

Salta aos olhos a simplicidade empregada, sem perda de densidade, sem minguar o envolvimento, legítimo poder da história autêntica, contada com destreza e arte.

Ao olhar para trás ainda restam dúvidas do que perdemos, qual detalhe subliminar escapou, que outras tantas mensagens e alegorias podemos encontrar entre linhas e parágrafos.

Imperdível experiência, o contato com outra obra de K. Dick nos permite vislumbrar os motivos de sua notoriedade e desfrutar as aventuras de navegar por seu cosmo atemporal, de desafiar nossa percepção em limites inusitados.

Cheguei ao final
Avaliação : 5

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Fluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial

Como não devorar texto tão envolvente, atrativo muito além do enredo principal do rapto de identidade, de realidade, do protagonista enroscado em tramas nada convencionais do cotidiano?

O texto soa com naturalidade apesar de trazer extrapolações de um universo bem particular, sem colocá-lo exatamente no tempo ou no espaço, mas tornando-o muito próximo de qualquer um de nós.

A partir de corriqueiros eventos nos envolvemos num thriller de desenrolar imprevisível, sem dar pistas, ainda que nos deixe com o gostinho de estarmos próximos delas a cada virada de página.

Aqui e ali garimpamos reflexões da existência, minúcias remoídas de nosso destino, de nossa saga, materializados em uma sutil ficção científica, sem tecnicismos ou alongados detalhes.

Difícil dar um tempo, assim como se complica a aposta em qualquer rumo, diante de tantas possibilidades e suspeitas, somente contando com a certeira mão pesada das forças a jogar o pobre Jason como ondas com um barco no mar bravio.

Cheguei à página 156
Avaliação : 4

domingo, 17 de julho de 2011

O Homem Duplo - p.308

Dura e injusta a sina do policial no cumprimento do dever, ainda que existem motivos desconhecidos por ele.

Ao final, a trama me pareceu um tanto inócua, navegamos muito para não aportar.

Além disso, reforço meu questionamento do rótulo "ficção científica", assunto para uma discussão com o mestre Asimov.

Dureza mesmo foi uma nota do autor, nas últimas páginas, procurando explicar seu texto, motivações, intenções.

Nada pior do que o artista precisar justificar sua obra!

Reflexões interessantes e bom texto foram insuficientes para valer o tempo, falta um tempero, um aroma, algo digno de sua reputação.

Terminei
Avaliação : 2

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Homem Duplo - p.226

Os distúrbios psicológicos percebidos por Arctor serão consequência de seu trabalho policial ou efeito do uso intensivo de drogas?

Diálogos surreais trocados entre os três personagens principais beiram a loucura.

Haverá algum sentido em tamanha falta de senso, algum motivo revelador além das overdoses?

Como homem duplo o personagem encontra muitos mistérios a resolver também, colocando-o numa armadilha constante, quase mortal.

Apesar da classificação da obra como ficção-científica, eu avaliaria melhor suas características, pois sinto falta de certos elementos do gênero.

Cheguei à página 226
Avaliação : 4

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Homem Duplo - p.149

Papéis melhor definidos, cada personagem começa a ganhar seu lugar e seu jeito.

Ninguém se mostra totalmente de um lado da vida, nenhum bonzinho completamente, nenhum malvado plenamente.

Lemos as primeiras pistas a respeito da duplicidade do tal homem, só não sabemos se pelas drogas ou pelo trabalho de agente infiltrado.

Outros tantos questionamentos surgem pela natureza da atividade do policial, suas ações e preocupações.

Há certo sarcasmo nas situações nonsense vividas pelo trio principal, sempre sob o efeito de drogas, a turvar sua visão da realidade.

Alguns mistérios chegaram para aquecer o ritmo, mas ainda assim este é morno, sem grandes emoções.

Cheguei à página 149
Avaliação : 4

terça-feira, 12 de julho de 2011

O Homem Duplo

Outra aventura de K.Dick, mais psicodelia logo de cara, é impactante tamanha distorção da realidade.

Ao menos, desta vez, fica mais fácil de explicar, afinal o mote está diretamente relacionado ao consumo de drogas.

Engatar no enredo traz alguma dificuldade, meio nebuloso como na outra obra, com personagens pouco definidos.

Misterioso o fato de ainda assim despertar o interesse, nos deixa curiosos para descobrir que rumos tomará.

Raros detalhes foram apresentados, nem cenários extensos pintados, com a história seguindo um ritmo meio lento.

Aguardo melhoras e mais emoções...

Cheguei à página 55
Avaliação : 4