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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Arthur C. Clarke. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Odisséia no Mar - p.231

Franklin encontrou definitivamente, nas profundezas do mar sem fim, seu novo ambiente, seu habitat.

Carreira envolvente, dedicação e destino compatível com seu potencial, realização de todas as esperanças.

Tantas visões futuras o autor conseguiu arriscar, com surpreendente acerto como podemos confirmar atualmente.

Curiosamente, Clarke arrisca duas previsões, em apenas duas páginas, no que concerne a data exata dos relatos e a população do planeta neste hipotético futuro.

Não deve ter resistido a fazê-lo...

Descoberta das riquezas marinhas, conflito religioso e ascensão do Oriente, palpites bem elegidos a enriquecer a narrativa.

Acompanhar a odisseia de uma vida, como assim é toda e qualquer vida, foi um prazer e constatação da realidade.

Filhos, heranças, trabalho, história, fatores latentes na existência dos homo sapiens a explorar as marés da sua experiência diária.

Terminei
Avaliação : 4

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Odisséia no Mar - p.174

Fim da ousada missão, começo da ascensão de nosso protagonista na estrutura da organização, com notável desenvoltura.

Assistimos sua passagem por diversas níveis da hierarquia, sempre associada a relatos de ocorrências marcantes.

Nada surpreendente, apenas a confirmação das confianças depositadas em seu brilhantismo, capaz de superar muitos obstáculos.

Vida pessoal também impulsionada, as cicatrizes parecem esquecidas, suas marcas suavizadas.

A narrativa anda meio morna por estas páginas, sem muito ímpeto, sem muitos gatilhos, sem muito drama.

Cheguei à página 174
Avaliação : 4

Odisséia no Mar - p.131

Emergir de sua reclusão provocou reviravoltas na psicologia de Franklin, com resultados turbulentos.

Recuperado, reintegrado, nosso personagem parece ganhar prumo e reconquistar um lugar na existência, um novo lugar, com semelhanças ao seu antigo ofício.

Em grande parte, o sucesso da empreitada de recuperação se deve ao seu mentor Don, frequentemente até mais do que apenas mentor, e ao envolvente ambiente de seus trabalhos.

Passada alguma rotina de sentinela, o enredo esquenta com uma missão mais ousada e enigmática, com ares de Júlio Verne e Moby Dick.

Entre altos e baixos do ritmo, a história se desenvolve de maneira agradável e interessante, garantindo bons momentos de diversão.

Cheguei à página 131
Avaliação : 4

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Odisséia no Mar

Profundezas oceânicas formam um cenário inusitado na obra do autor, algo como o inverso de tantos céus em outros livros apresentados.

Nosso introspectivo personagem provoca curiosidade quanto a sua história, suas motivações, seus temores e todo o cuidado dispensado a ele.

Atividades detalhadas, cotidiano e treinamento descritos, movem a narrativa para nos ambientar, apresentar os participantes e seus papéis, sendo boa parte do trabalho referente à preservação ambiental.

Bem romanceado, a ficção científica serve como pano de fundo, não faz parte do mote principal da história, figura coadjuvante.

Ao final deste trecho, revelações, desdobramentos e novos rumos apontam no horizonte, começam a agitar nossa viagem por essa odisseia submarina.

Cheguei à pagina 79
Avaliação : 4

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Contos da Taberna - p.180

Exagerar se tornou um vício contumaz para nosso protagonista, incessante além dos limites, mesmo para os mais desencanados.

Os últimos contos enviesam pela ficção fantástica, nada têm de ciência ou relações humanas, se perdem sem resgate.

Nosso estimado autor parece ter perdido a mão, esgotado sua inspiração para conceber este conjunto de textos, meio como os personagens que também foram se cansando.

Valeu pelo contato com essa empreitada aventureira e marota de Clarke, com um viés e proposta diferenciados.

Terminei
Avaliação : 3

Contos da Taberna - p.140

Harry Purvis, personagem causista dos melhores, discorre sobre os mais abrangentes temas, da geologia à química, incluindo até biologia.

Surreal sua capacidade de testemunhar tantos eventos únicos, cheios de segredos e descobertas, plantando a desconfiança entre todos à mesa.

Suas histórias vão nos entretendo, sempre com boas sacadas e bom humor, de um jeito até displicente, de certo modo.

Diversão descompromissada, o livro se revela autêntica pulp fiction, passatempo leve para bons momentos de relax.

Cheguei à página 140
Avaliação : 4

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Contos da Taberna - p.95

Sarcasmo divertido e inventivo comparece pontualmente nas reuniões à mesa do Gamo Branco.

Verdade seja dita, por muitas páginas o ambiente andava monótono, com o autor mais preocupado com as relações daquela mesa do que com a ficção científica propriamente dita.

Ainda que o principal pescador não parasse de desfiar suas histórias, seus enredos não chegavam a empolgar.

A boia de salvação chegou com o último conto, nitidamente mais aprimorado e com trama bem mais entusiasmante.

Com clima descontraído vamos apreciando as inusitadas cenas, com seus altos e baixos, mas bem representativas das ideais à época.

Cheguei à página 95
Avaliação : 4

Contos da Taberna

Contos displicentes tratados à mesa do bar, estratégia descontraída e inusitada para uma figura célebre da ficção científica.

E quanto bom humor!

O olhar de Clarke nunca nos esganou quanto ao seu estado de espírito e ele o deixa transbordar nestas primeiras páginas.

Nada de histórias espaciais, viagens no tempo, seres extraterrestres, apenas imaginação sobre a ciência contemporânea em nosso planeta.

Tudo isso enfeitado por nomes de reconhecimento neste gênero literário e na academia, como numa rodada de desafios de causos de pescador.

É só sentar, ler, ouvir e curtir...

Cheguei à página 46
Avaliação : 4

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Anti-Crepúsculo - p.256

Nosso herói mal podia imaginar a verdade por trás da extensa história da humanidade até sua época.

Seus anseios refletiam bastante os apresentados pela espécie em seu âmbito global.

Eu achava que veríamos alguma conexão mais explícita com o leão de Comarre, mas ficou por nossa conta interpretá-la, isso se realmente havia.

Intrigante vidência destes grandes mestres da literatura ficcional, imaginando mundos tão distantes e distintos.

A aventura se encerra mais morna, deixa a impressão de falta de acabamento, de certa perda de rumo.

No geral o livro é diversão certa para fãs da ficção científica de raiz (se existe classificação possível assim).

Terminei
Avaliação : 4

Anti-Crepúsculo - p.162

Eras se passaram e surge um novo protagonista, com o mesmo ímpeto revolucionário do primeiro.

No começo desta parte fica difícil perceber sua relação com as páginas iniciais da obra, mas ao poucos vai se esclarecendo, mesmo que indiretamente.

É fascinante o dom do autor em nos conduzir por uma viagem com uma escala de tempo tão gigantesca.

Continuamos num ritmo empolgante, com narrativa ágil e novidades a cada página, impossibilitados de saber o próximo movimento.

A questão da chegada aos limites e seu desafiar é permanente, assunto para muita reflexão pela humanidade.

Assim vamos confirmando a leitura de um verdadeiro clássico de ficção científica, com já mais de 50 anos.

Cheguei à página 162
Avaliação : 5

terça-feira, 19 de julho de 2011

Anti-Crepúsculo

Nada como ficção científica de primeira, das melhores, mais inventivas e significativas!

Com texto fluído, ritmo rápido, Clarke nos conduz por uma fascinante aventura futurista.

Quais seriam as perspectivas de uma sociedade após atingir seu ápice tecnológico, conquistar os maiores sonhos e confortos?

Imaginemos, então, alguém se descobrir o herdeiro, o escolhido para promover mudanças, trazer novos ares.

Mal vi essas dezenas de páginas passarem e parecia que a história caminhava para uma conclusão.

Era só o iniciar da trama, o propor de um mote, repleto de imagens, cenários e aventura.

Nesse promissor futuro, nosso protagonista descobre grandes segredos da humanidade e de sua própria família, algo jamais imaginado.

A continuação da leitura promete muita diversão...

Cheguei à página 80
Avaliação : 5