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Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Ayn Rand. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 3) - p.495

Talvez seja a época da autora, talvez seja a necessidade da trama, mas assistimos um longo e redundante discurso de John Galt, desafio para a paciência e determinação de qualquer leitor.

Em seguida, com a declaração aberta do confronto, um frenético thriller de conclusão, com considerável ação e conflito, ligeiramente destoante com o cuidado nas descrições de outros trechos.

A própria reação final da protagonista causa certa estranheza, soa incompatível, destoa de sua jornada, ainda que pareça condizente com as necessidades do desfecho do enredo.

Queixas à parte, possivelmente os incômodos sejam intencionais, denotação mais intensa das mazelas sofridas, realce do imenso peso suportado por tantos Atlas.

Com o devido empenho e persistência o prêmio final compensa, apesar de certamente muitos ficarem pelo caminho, desanimados pela dureza da jornada.

Extrapolações consideradas, exageros e extremos relevados, imperfeições e radicalismos perdoados, a grande mensagem da obra crava marcas, esculpi indelével reflexão, daquelas para carregarmos para sempre, um marco em nossa posição com a realidade e sua apreciação.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 3) - p.320

Desbarrancar generalizado, o fio puxado do emaranhado da estrutura social rasga cada centímetro do cotidiano, destruição irreparável e avassaladora impossível de controle pelos saqueadores.

O penúltimo pilar de resistência moral caiu, nos resta apenas apostar sobre quanta força ainda permanece no último.

Começamos a perceber a importância das descrições alongadas, os embates continuados, um tanto monótonos, a nos conscientizar que grande parte da inocência coube a nós.

A intensa sucessão de desventuras ganha sentido, além de destacar a habilidade da autora em tecer tamanho emaranhado de interações e consequência.

Depois de considerável convivência com a obra, quem sabe pela maior intimidade com suas letras, passamos a encará-la com outros olhos, nos afeiçoar, legítimo retorno ao entusiasmo dos primeiros contatos.

Cheguei à página 320
Avaliação : 4

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 3)

Utopia empreendedora, sem nenhuma cerimônia descortinamos o grande segredo do Atlas, surpresa desde as primeiras linhas a percorrer os dois primeiros capítulos.

Com tanto a descrever e explicar, a narrativa nos conduz vorazmente, perdemos a noção do tempo e acabamos completamente envolvidos, cheios de reflexões e ideias.

Verdade seja dita, é imprescindível a leitura da obra completa para o pleno aproveitamento deste momento, justifica até mesmo as etapas mais maçantes, quem sabe necessárias para o correto tempero, o ajuste do tom exato das emoções.

Visão questionável a beirar a ingenuidade, há extensões de suas propostas impraticáveis, simplistas na abordagem da estrutura social, mas repletas do melhor ímpeto e intenção.

Depois de considerável hiato, imersão em um universo quase onírico, Dagny volta à dura, crua e insana realidade, com muito menos certezas, mais solitária e abandonada.

Jogo aberto, volta e reviravoltas demonstradas, pouco podemos arriscar do rumo a seguir, ficamos limitados a ansiar pelos próximos eventos e possíveis soluções.

Cheguei à página 134
Avaliação : 4 

sábado, 29 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 2) - p.381

Entre idas e vindas da protagonista, nos frustramos com algumas de suas decisões (além de alguns de seus companheiros), torcíamos por sua aliança com Atlas, mas ela se isola continuamente, deixa de lado qualquer dos lados.

Com a queda das máscaras óbvias identidades misteriosas se confirmam, assim como justificam linhas inteiras de fatos ao acaso, meio dissimulados durante a narrativa.

Pelo menos uma boa novidade conhecemos, a mais provável origem de John Galt, ou ao menos pistas da identidade da quase onipresente entidade, tantas vezes mencionada, agora com valor aumentado.

Passado este bom tempo no universo de Rand, percebemos mais do que a afirmação de sua filosofia e a crítica aos saqueadores, soam ares de subliminar campanha anticomunista.

Chegamos ao fim com a mesma impressão de continuidade, certo marasmo, nenhuma grande chave descoberta, nenhum delineador claro do volume, apenas outro trecho na volumosa saga."

Cheguei ao final
Avaliação : 4

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 2) - p.263

O vórtice da derrocada da inépcia absurda parece sem fim, tamanha loucura num engraçado jogo de lógica torta e dissimulação mal feita, sem escrúpulos ou culpa alguma.

E pensar que estamos tantas vezes tão próximos deste absurdo na nossa concreta e sisuda realidade, esboçamos risos para não desaguarmos no choro da conscientização.

Vez ou outra, em um trecho ao acaso, tropeçamos em descrições mais alongadas, reflexões sem grande contribuição para o enredo, gordurinhas dispensáveis.

Universo quase completamente desconstruído, penúria por toda parte, ansiamos pelo momento do titã revelar e assumir a revolta em execução, talvez surja luz no fim do túnel, um lampejo de redenção.

Aliás, notas muito duras da autora pintam cenário sem nenhuma gota de piedade, possivelmente extremismo para chocar e remoermos mais algumas linhas de discussão.

Cheguei à página 263
Avaliação : 4

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 2) - p.175

Boa surpresa, com mais algum avanço na trama, a incongruência das personagens se transforma na mostra de sua humanidade, lhes garante mais valor e menos tons preto e branco.

Novos diálogos expostos escancaram a identidade do agente oculto, sem deixar dúvida alguma ou, quem sabe, a nos conduzir para algum despiste armado pela autora.

Astuta visão, guardadas as devidas proporções (ou não), as situações descritas estampam fielmente os insanos nós cotidianos da vida em grupo, jogo político e econômico, estejamos no Brasil, Argentina, Venezuela ou qualquer outro lugar.

Subitamente a narrativa ganha ritmo intenso, prazeroso de acompanhar e desenrolar, avalanche de consequências das estripulias dos assim chamados saqueadores a elevar as tensões.

Interesses leitores de volta, o envolvimento proporcionado aumenta e junto elevamos expectativas, sem falar na boa diversão das últimas páginas.

Cheguei à página 175
Avaliação : 4

terça-feira, 25 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 2)

Continuidade, sem grandes novidades, passar ao próximo volume se pareceu como apenas avançar uma página, como estava escrito.

Aos poucos se confirmam as suspeitas a respeito da identidade do principal ator oculto da trama, denotação clara de certa inocência autoral.

Pouco mistério e envolvimento a narrativa provoca, frequentemente se atém a dramas pessoais menores da protagonista, bem contrapostos à suas convicções.

Enquanto incoerências e individualismo sistematicamente surgem, vez ou outra uma frase, uma pequena ideia, se revela brilhante, a remar contra a maré intencional.

Foco da curiosidade alterado, como atravessaremos as páginas atuais, a caminho do próximo volume? Pelo andar da carruagem o andamento pode piorar? Expectativa pequena demais para os primeiros ímpetos inspirados lá do início da trilogia.

Cheguei à página 96
Avaliação : 3

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.352

Mais insistência na busca insensata, mais subterfúgio para correr do argumento principal, o principal incômodo se deve à falta de criatividade pela busca de solução.

Deixamos de ver a trilha pelo empenho, para vermos o depositar de esperança em algo espúrio, independente de planejamento e dedicação.

Não fosse por uma ou outra frase inspirada, boas para fomentar ideias ou simplesmente divertir, acabaríamos a leitura em maior decepção, traídos pelos bons augúrios do fôlego principal.

Devo confessar que alguns diálogos finais suscitam alguma esperança, quem sabe agradáveis surpresas futuras, ou talvez ilusão da boa vontade do leitor.

Ao fim a terrível constatação do primeiro volume nada encerrar, ser apenas fragmentação, uma sensação de divisão somente aleatória, somente um intervalo no arrastado discorrer da trilha perdida por uma revolta agora injustificada ou injustiçada.

No momento, a leitura dos próximos volumes se fará apenas por inércia, curiosidade ou pelo fato de já tê-los em mãos. Desanimador.

Cheguei à página 352
Avaliação : 2

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.305

As cenas se alongaram, sem grande motivação associada à trama, um jeito mais monótono de ambientar, descompassado às primeiras etapas da história, com ares de perda do passo.

Em determinado ápice, vencida etapa importante do jogo, as principais personagens enveredam por revelações de ignóbeis personalidades não condizentes com sua construção.

O já preto e branco do universo psicológico se tornou mais sem graça, uma rudeza descabida e desnecessária, com um peso enorme de individualismo sem contexto, inesperado, artificial.

Sabe-se lá quais as intenções da autora, ou quais provas deseja confirmar, mas degradou boa parte do ímpeto criativo e da boa sacada do tema.

Não fosse suficiente, surge um evento com tons de ficção científica, só que sem nenhuma fundamentação, despencando dos céus e atravessado, sem nunca ter nem flertado com intrincada lógica inicial da trama.

Algo se perdeu, nada pior para a tão boa expectativa gerada pela primeira parte da obra, situação a deixar um desagradável temor pelo seu final...

Cheguei à pagina 305
Avaliação : 3

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.230

Excelência e empenho contrapostos a estupidez e ignomínia se revelam motores centrais da trama, em tons bem contrastantes, um tanto exagerados, exagero meio inocente.

Questiono se a postura de alguns excelentes condiz com seus ideais, seus meios para seus fins honram sua percepção e sensibilidade, ou revelam apenas sacrifício.

Difícil apostar para qual lado a balança pesará, quais contornos seus rumos tomarão, somente nos restando a expectativa pela tal "revolta de Atlas".

Por enquanto Atlas permanece sujeitado, um ambiente kafkaniano, angustiante para quem conhece ou compartilha das desilusões na sustentação do cotidiano idealizado, um tanto sonhador.

Certamente nosso posicionamento no dia a dia, nossa realidade, nosso lado da torcida, definirá grandemente a apreciação do livro, mais do que os motivos óbvios sugeririam.

Nem precisaria mencionar outra vez a beleza da construção do texto, seu cativante envolvimento e sua quase assustadora simplicidade, mas me é mais forte...

Cheguei à página 230
Avaliação : 5

terça-feira, 18 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.143

Simples e direto, impressiona o efeito, o impacto, de envolvimento causado pela leitura de suas páginas, certamente obtenção de sucesso na empreitada da escrita.

Personagens e posições bem definidos, já podemos escolher preferidos, nos afeiçoar por alguns perfis e começar a descobrir motivações, apesar da ainda obscuro mote principal.

O romance cativa até mesmo os não tão fãs do gênero, como eu, percebemos um toque magistral, um a mais, a transparência da excelência em sua construção.

Dramas e conflitos atemporais e sem fronteiras, nos espanta a universalidade de seus aspectos e psicologias, qualidades raras e para poucos, privilégio único poder conhecê-la.

Caldo começando a esquentar, quem sabe um olho de furacão surge no horizonte e, de repente, seremos surpreendidos por torrentes inesperadas de tensão...

Cheguei à página 143
Avaliação : 4

sábado, 15 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1)

Com narrativa fluída e saborosa de degustar, acabamos fisgados logo de início para acompanhar os rumos da história.

Apresentados aos primeiros personagens começamos a formar imagens, tecer opiniões, escolher lados, tomar partido para torcer por seus destinos.

Trama bem recheada, nos sentimos representados, parece que há algo do nosso cotidiano, do nosso dia a dia particular, presente nas situações e reflexões assistidas.

Há pouco saboreamos as primeiras páginas, mas apesar da inocência dos primeiros folheares, tudo indica bons momentos de leitura.

Além disso, fomos provocados e provavelmente a pergunta demorará a se calar: quem é John Galt?

Cheguei à página 65
Avaliação : 4