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Roy Tanck and Amanda Fazani
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Revolução dos Bichos - p.138

Os rumos da história não poderiam ser diferentes, cheio de desvios e corrupções.

Divertida a distorção propiciada pelos porcos, torcendo e interpretando as ideias da revolução a seu bel prazer.

Acho que já vi isso acontecer em algum lugar por aí...

Seduzidos pelo poder, parece inescapável a tendência por privilegiar seus próprios interesses e dos mais próximos.

Por meio de duvidosas artimanhas, semeiam o medo para continuar a manter o controle, sempre com as boas intenções de cuidar dos sem tantas condições de tocar a Granja.

O tempo acaba por dificultar a distinção entre o antes e o depois, em detectar contra quem e o que lutaram.

Mais do que criticar um modelo específico de governo ou organização social, o texto cutuca as feridas do próprio gênero humano.

Ótimo ter tido contato com essa reflexiva leitura de um clássico, passível de uma revisita em algum outro tempo.

Terminei
Avaliação : 5

A Revolução dos Bichos

Desde o início a metáfora é direta e muito divertida, cada bicho com seu jeitão bem distinto a se enquadrar no jogo da revolução.

Unidos pela causa comum, se empenham no esforço da mudança numa participação igualitária e utópica.

Derrotado o mal, as atenções se voltam para os interesses particulares, sempre pautados nas diretrizes elaboradas pela convenção de todos.

Certamente cada qual tem suas habilidades mais direcionadas para determinado fim, podendo colaborar com uma etapa, função, do conjunto.

Difícil é a justiça no poder, se guiar em cima da tênue e afiada linha entre a democracia e a tirania, na condução das massas ao bem-estar geral da nação.

Dar vozes humanas aos animais remove as máscaras para expor apenas os âmagos dos revolucionários.

Viver a nova realidade começa a gerar atritos, desavenças e descontentamentos, nos deixando na expectativa do desenrolar das próximas páginas.

"Quatro pernas bom, duas pernas ruim!".

Parei na página 64
Avaliação : 4