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Roy Tanck and Amanda Fazani
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Conversa sobre a fé e a ciência - p.334

Apesar do ânimo inicial, a segunda parte da leitura chegou com um ritmo mais morno, mesmo com o avanço nos temas, com as contínuas e valiosas referências e aforismos, o jeitão meio monocórdio reinou.

Gleiser permaneceu mais apagado, menos interativo, quem sabe por seu perfil, sua personalidade, talvez pelo viés de seu ofício, objetivo, analítico e preciso.

Os assuntos postos à mesa não pouparam horizontes, da política ao poder, da vida à morte, sempre com os distintos e interconectáveis ângulos dos entrevistados a se enriquecerem mutuamente.

Ainda assim falta alguma estrutura, uma organização diferente, afinal o título anuncia "sobre a fé e a ciência", mas após uma descontraída conversa (com ares de domingo à tarde em família), nem ao menos chegamos a um fechamento mais formal, um laço, uma reflexão aglutinadora, simples e bruscamente acaba.

Com observado no início, o livro inegavelmente sinaliza a clara harmonia entre as duas correntes, desde que haja respeito e iluminação necessários, concede ao leitor a nítida visão da importância de ambas na obtenção de "comos" e "porques" tão essenciais à alma humana.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Conversa sobre a fé e a ciência

Nada como o encontro de dois grandes pensadores contemporâneos para recebermos um presente de ideias e reflexões, surgidas até mesmo na suas apresentações autobiográficas, recheadas de valores e pilares.

A conversa transcorre como num bate-papo de amigos, descontraída, tratando de temas centrais às angústias contemporâneas, focados na possível contraposição de suas duas correntes.

Verdade seja dita, Frei Betto se apresenta mais aberto, mais fluente, mais solto, quem sabe fruto de sua personalidade, sua área de atuação ou a intimidade maior com o entrevistador, seu amigo de longa data.

Apesar das poucas palavras de Gleiser, comparativamente ao conjunto, percebemos um jogo interessante de debate, gentil, cooperativo, a revelar mais congruências do que divergências, sinal da lucidez dos dois diletantes.

Em certo momento, mais dogmático, percebemos uma pequena discordância mais acentuada, mas sem afetar o proveitoso conjunto de proposições, menções e referências, um prato cheio para mais pesquisa.

Provavelmente há ainda bem mais por vir, para nos deixar em expectativa pela continuação da prazerosa leitura e da descoberta de tantas semelhanças em suas duas linhas pensamento.

Cheguei à página 157
Avaliação : 5