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Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador A Vida Como Ela É.... Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 17 de junho de 2014

A Vida Como Ela É... - p.496

Visão particular, universo fictício singular, a coleção de histórias não deixa dúvidas quanto a sua homogeneidade e autoria, expressão única de um grande mestre de nossa cultura.

O poder inegável e impactante de seu texto seduz o leitor, recheia de beleza o prazeroso passeio por suas linhas, ainda que em cenas de tão intensas tragédias.

Nosso contato com esta obra aguça a curiosidade por outros sabidos estilos e passeios de Nelson Rodrigues, por exemplo, como nas crônicas futebolísticas, ou em algum viés menos dramático.

Aguçada crítica à sociedade, impregnada de juízos de valor e observâncias dos usos e costumes de um passado recente, em tempos atuais talvez o livro melhor ficasse se rebatizado para "a vida como ela fora".

Cheguei ao final
Avaliação : 4

domingo, 15 de junho de 2014

A Vida Como Ela É... - p.379

Pouco mudou o ritmo e o jeitão dos contos, algo até admirável na coerência do conjunto escolhido, mas certamente não muito palatável lido em sequência, de uma levada só.

Certamente era melhor de apreciar quando publicado em sua época, periodicamente, devia dar tempo de assentar, digerir e curtir, deixando até alguma ansiedade pela próxima publicação.

Em um ou dois casos do conjunto nos surpreendemos com novas soluções e sacadas inusitadas, pontos de vista para colecionar e, quem sabe, utilizar de contrapeso em vindoura encruzilhada pela vida.

Por vezes meio salomônico, continuamos também impressionados com a leveza do tratamento, apesar das nuvens e sombras que continuamente perseguem as cenas e as personagens, a ponto de chegarem a culminar em legítimas tragédias.

Cheguei à página 379
Avaliação : 4

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Vida Como Ela É... - p.252

Impossível não ser tragado pelo universo ficcional dos contos, de repente nos pegamos imersos em seus ambientes, espectadores no canto da cena, observadores onipresentes.

As tramas variam pouco, a maioria gira em torno de traições com desfechos dos mais impensáveis, por vezes até com certo humor negro ou lógica inesperada.

A bem da verdade, a tendência causa mesmo monotonia, acaso o número de contos fosse menor, seu impacto e sua mensagem deixariam melhores impressões.

Com seu ângulo de visão tão específico, tão tendencioso, o autor nega outras possibilidades, recorta um pequeno extrato de como a tal é, capaz de deixar de apreciar todo seu ser.

Cheguei à página 252
Avaliação : 4

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A Vida Como Ela É...

Levada em conta a ficção, considerada a raridade das condições situacionais, ainda assim impressiona a plausibilidade apresentada nos enredos construídos pelo autor.

Desde o primeiro texto, nas primeiras linhas, os rumos assumidos pelos contos capturam nossa atenção e nos colocam em alerta, reflexivos, questionadores dos meandros da alma.

Ressalta-se também a consistência, a densidade, em todas as histórias até aqui, no estilo e no tema, traço inconfundível e autoral, presente sem requerer protagonismo, subliminar, para apreciar com mais atenção.

Notamos também os reflexos de outra época, presentes em palavras, expressões, costumes, um retrato da sociedade em outros tempos, outros valores, mas registro de impulsos e motivações atemporais.

Apreciação a cada página, por vezes meio chocante com os acasos e descasos da vida pintada, perseguimos o entendimento se ela assim realmente ou é, ou não...

Cheguei à página 127
Avaliação : 5