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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani
Mostrando postagens com marcador Octavia E. Butler. Mostrar todas as postagens
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sábado, 12 de janeiro de 2013

Imago - p.224

Pois é, fase adulta, novidade alguma, apenas a história continuada com a costumeira monotonia e uns poucos novos personagens.

Ao observar em retrospectiva, o enredo do conjunto evolui bastante, bem composto, mas completamente sem sal e açúcar, uma saga para emoção irrisória.

A aventura bem podia ter ficado pelo primeiro livro, se pouparia do enquadramento no chavão das continuações sem solidez, sem volume, sem por quê.

Faltaram mistérios, questionamentos concretos, desafios a vencer, algo além do retrato de um cotidiano fictício sem grande beleza ou revelação.

Terminei
Avaliação : 2

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Imago - p.143

Nem o exílio conseguiu causar maior impacto no drama da história, seus abalos causam pouco eco até então.

Encontrados novos humanos, descendentes do pós-guerra e com características únicas, estes também quase não abalaram os rumos da história, salvo pela possível união com o protagonista.

Completamente dependente da leitura dos volumes anteriores, a trama atual carece tanto quanto de motivação, de ímpeto, de personalidade, ainda que componha uma trilogia.

No estágio atual, até mesmo as explicações, a ciência por trás dos fenômenos e biologias alienígenas, acenam fracamente, apesar da preocupação da autora em descrevê-los...

As linhas gerais, os conceitos e direções, muito interessantes na construção, caberiam mais justamente em um conto, com bem menos caneta.

Cheguei à página 143
Avaliação : 2

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Imago

Narrado em primeira pessoa, o estilo ganha contornos um tanto diferentes, sugerindo desejar a criação de um pouco de enigma em torno do narrador.

Nesta parte inicial, acompanhamos sua metamorfose, ou ao menos o processo, na mesma monotonia dos outros volumes da trilogia.

Salvo pela curiosidade de onde terminaremos, sobram poucos motivos para apreciar a obra, sempre redundando nos mesmos assuntos, explicações, com pouquíssima evolução ou drama.

Aliás, nos momentos propensos a algum drama, o contexto soa forçado, artificial, verdadeiro "quadrado no buraco redondo".

Estamos prestes a conhecer o exílio do construto, meio sem grandes expectativas por suas descobertas nesta fase, afinal a própria segregação não se fundamentou muito bem.

Resta-nos continuar a "cumprir a tabela"...

Cheguei à página 76
Avaliação : 2

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Adulthood Rites - p.304

Mais aprendizado e exploração na experiência de Akin fora do planeta, outra ocasião para sentir o incômodo de partilhar dois mundos.

Maturidade próxima, metamorfose em curso, as novas acepções do personagem parecem um tanto artificiais, implantadas.

Soa artificial também seu retorno, sua volta à Terra com ares messiânicos, mesmo considerando o tempo decorrido, demasiadamente bem acertado.

Marte como novo horizonte não brilha, na ficção outro qualquer se justificaria, dispensaria a semelhança com o planeta-água.

Em retrospecto, o enredo avançou bastante desde as primeiras páginas, desde o primeiro volume, porém continua sem o entusiasmo, sem o despertar de recompensa, mesmo considerando sua boa execução técnica.

Vejamos como a saga se encerrará no próximo volume, mas não imediatamente, afinal ainda não mereceu urgência ou prioridade.

Terminei
Avaliação : 3

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Adulthood Rites - p.229

A vida durante o sequestro se mostrou rica em novas experiências, em aprendizado, pelo menos do ponto de vista da personagem, pois para o leitor pouco parece agregar.

De maneira geral, quase sem novidades, no estilo ou na trama, apenas assistimos o leve amadurecimento de Akin, rumo à ocasião de sua metamorfose.

Bem construído, ainda que excessivamente técnico, quadrado, este volume contribui com alguma dúvida quanto aos possíveis mistérios existentes, às verdadeiras intenções...

Dúvida constante: encontraremos surpresas revolucionantes ou as expectativas excedem as possibilidades?

Reconduzido aos seus pares, o jovem humano-oankali precisa conciliar suas coletas, suas sensações, seu conhecimento acumulado, para seguir ao desfecho de sua jornada.

Vejamos aonde chega...

Cheguei à página 229
Avaliação : 3

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Adulthood Rites - p.172

Akin sequestrado, andanças pela nova Terra, exploração dos novos horizontes, novas vidas, novos costumes, uma pintura meio pós-apocalíptica, apesar da ajuda dos Oankalis.

Cotidiano hostil e rude, clima de razoável selvageria, chegaríamos a tamanha regressão, atingiríamos situação tão dramática em um eventual futuro com tais condições?

Reflexões à parte, o ritmo da trama permanece morno, descrições longas, eventos sobre eventos sem grande influência no desenrolar da história, falta aquele algo a mais...

Estilo contemplativo em demasia, apreciação contínua de cenários sem grande drama, ou talvez com um drama meio antigo, ultrapassado, passa longe de provocar curiosidade, anseio por descobertas ou emoções.

Continuamos a jornada, atentos apenas a boa construção e o interesse pelos desfechos arquitetados pela autora, mas certa e simplesmente propensos a apontar o próximo volume.

Cheguei à página 172
Avaliação : 3

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Adulthood Rites

De volta ao planeta, após algum tempo de adaptação, mais conflitos, mais perigos e menos definição, sentença definitiva de inviabilidade da espécie humana.

Cruzamentos alienígenas, seres construídos, geneticamente manipulados, novo ambiente a se descortinar neste futuro de recomeço, primeiros passos da nova era.

Ritmo inalterado em comparação ao volume anterior da trilogia, certas descrições e reflexões se alongam demasiadamente, com pouca contribuição para o enredo.

Lilith assume segundo plano, concede mais destaque para seu rebento Akin, sem deixar de marcar sua presença nos rumos da história e suas guinadas.

Apesar de todas as revelações, há ainda algo mal explicado, intencionalmente ou não, sobre as motivações e interesses reais dos Oankalis, quem sabe uma boa surpresa posterior, ou frustração inevitável para o leitor...

Cheguei à página 69
Avaliação : 3

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dawn - p.248

Conflitos e eventos até mortais, provas da dificuldade humana em colaborar, coexistir, cooperar, ou quem sabe talvez não...

O aumento populacional, as preparações finais para a descida, um sem número de acontecimentos um tanto estanques, meio parados, quase enfadonhos.

Apesar da evolução bem planejada do enredo, este primeiro volume sofre do mal das trilogias, um caminho percorrido apenas para apresentação, sem grandes trunfos, sem muito brio.

Resta apenas o gancho para a próxima parte, sem rebuscamento ou grande motivação, agora com esperança menor de destinos mais grandiosos ou instigantes.

Nem o levantamento de questões referentes à manipulação e interferência resgata algum brilho, carece de mais profundidade, menos obviedade.

Valeram a experiência e o contato com a obra da autora, mas fica a dúvida de insistir nos outros volumes...

Terminei
Avaliação : 3

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dawn - p.173

Primeiro encontro com o primeiro homo sapiens, desfecho frustrante, talvez boa justificativa ao fato de precisarmos ser protegidos e preservados por indivíduos além de nossa existência.

Hora de começar sua tarefa, a reunião, ambientação e recrutamento de pessoas exigirão capacidades adicionais da protagonista, possivelmente novas aptidões.

Cativos ou salvos, inevitável questionar a interferência em nossa evolução, em nosso destino, premiados ou cobaias com novos dotes pouco naturais.

Em meio ao enredo o ritmo se tornou mais monótono, amarrado no cotidiano de aumentar o grupo, disseminar informação, apascentar ânimos e resolver conflitos.

Mais do que pretensão da trama, o freio soa comum às trilogias, sugere falta de fôlego ou indevido espichar das páginas.

Interesse mantido, continuamos a jornada esperançosos pelos rumos deste primeiro volume, determinante para nos aventurarmos nas futuras etapas de outros tomos da série.

Cheguei à página 173
Avaliação : 4

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dawn

Acordar em local estranho, semiconsciente, cheio de dúvidas e amnésias, peso considerável para o início de jornada de nossa protagonista.

O contato com os estranhos, bem no começo da trama, já descortina um cenário angustiante e repleto de questões, adição de mais alguma ansiedade na vida de Lilith.

Primeiras conversas, acordos acertados, certa adaptação, uma avalanche de emoções e ideias atravessa a mente desta simples humana, perdida e impotente, a mercê de seres poderosos, ainda que a princípio bem intencionados.

Após uma boa dose de reciclagem e aprendizagem, finalmente o encontro com um indivíduo familiar, alguém praticamente nas mesmas condições, apesar de muitas nuvens ainda pairarem em seu caminho.

Os desenrolares promissores roubam parte de nosso fôlego, instigam a curiosidade por descobrir e entender as intenções destes personagens apresentados, além de provocar enorme torcida pelo sucesso da sobrevivente.

As próximas páginas prometem bastante...

Cheguei à página 86
Avaliação : 5