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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Marune: Alastor 933 - p.160

Sem grandes surpresas, a história seguiu seu curso naturalmente, sendo encerrada com um desfecho bem interessante, conduzido com mistério até o último momento.

A trama se mostrou menos engenhosa do que imaginamos, mas suficientemente arranjada para garantir bons momentos de leitura e diversão, principalmente para fãs da ficção científica.

Não encontramos nenhum conflito mais desafiador, uma ponta de filosofia que seja, um dilema humano intrigante, apenas um roteiro com ares de sessão da tarde.

De qualquer forma, vale a pena conhecer a obra do autor e aproveitar suas páginas de uma boa e velha aventura espacial, nos moldes mais clássicos.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Marune: Alastor 933

Boa ficção científica, ambientação interplanetária e uma bem medida pitada de mistério, ingredientes agradáveis para história, dispostos com habilidade pelo autor.

Apesar da narrativa linear, o enredo e seu desenrolar nos envolvem, permitem nossa imersão e prendem nossa atenção, sem espaço para monotonia.

Em sequência de eventos perturbadora, o protagonista busca encontrar as peças de seu quebra-cabeça, se deixa apresentar e conhecer, nos toma aos poucos como companheiros de jornada.

Pouco tempo leva para alguns descortinares, relações e identidades importantes, mas talvez miragens no deserto para desviar nossa atenção dos verdadeiros motores da trama.

Com leitura fácil e expectativa em alta, seguimos devorando páginas, curiosos pela revelação das motivações e verdades escondidas.

Cheguei à página 103
Avaliação : 4

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Filosofia do tédio - p.192

O vasculhar dos meandros do tédio seguiu ritmo bem marcado e didático, agora a observar sua fenomenologia, fundamentalmente apoiados em Heidegger.

E assim refletimos sobre humores e o tempo, componentes essenciais em nossas experiências pessoais com os infindáveis desfiares do cotidiano, desafio para qualquer pessoal.

Na última parte, Lars tece suas visões e observações, sob a luz das diversas referências percorridas, por vezes meio tímido, pouco afirmativo, mas objetivo e esclarecedor como em todo o percurso da obra.

Rodeamos, avançamos e recuamos, seja por onde o caminho se definiu, sempre encontramos a ideia de significado como centro gravitacional da discussão.

Apesar da ciosa procura, nem o autor, nem nós, pudemos obter soluções para esse mal contemporâneo, restando-nos apenas aceitar o inevitável perfil entediante da realidade a nos acometer.

Felizmente, realizar tais descobertas não se mostrou aventura nem um pouco maçante, nem mesmo perto de ser finita.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

sábado, 7 de setembro de 2013

Filosofia do tédio

Recepção serena, clima de calmaria, o convite para tratar de árido tema chega descontraído e bem preparado, nos apresenta os caminhos e as possibilidades a escolher.

Começamos com definições e entendimentos, olhamos por ângulos diferentes e variados para avistar as pontas e tatear o contexto.

Para melhor compreensão de sua estrutura, seguimos pela análise da topologia do tédio, sempre bem acompanhada de inúmeras referências a filósofos clássicos e escolas de pensamento.

Em busca de ilustração, Lars aborda a obra de diversos artistas, como Beckett e Warhol, expressões de almas entediadas em suas mais diferentes fontes, motivações e reações.

Claro e objetivo, num ritmo aprazível de discurso, aos poucos compreendemos as importâncias da novidade e do significado, sem cairmos em momento algum em curso entediante.

Esperamos que continue assim...

Cheguei à página 101
Avaliação : 4

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Histórias da Mooca

Memórias, reminiscências, ares de lembranças pessoais do autor, recortes de fatos sem o viés de pesquisa histórica, ilustração celebrativa de bons tempos de outrora.

Sem cronologia exata, os relatos surgem sem grande amarração, aleatoriamente, ocorrências semelhantes ao resgate psicológico do passado, ao sabor das conexões geradas.

Parte dos cenários descritos do bairro acompanha a evolução da cidade, biografia citadina da grande metrópole em frenética transformação e crescimento.

Para aqueles mais saudosos, um ou outro personagem célebre da região surge relembrado por Mino, contextualizado na narrativa em sua função, mas também sem grande envolvimento.

Com algumas reproduções fotográficas a ilustrá-lo, o livro registra um pequeno extrato da época, com algumas poucas impressões sobre sua sociedade e seus costumes.

Apesar da curiosidade desperta e a diversão de algum tempo de leitura, ao final de suas páginas resta-nos apenas a sensação do recebimento de um cartão postal remetido lá do passado.

Cheguei ao final
Avaliação : 3

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade - p.280

Trapaceiros não obterão sossego tão facilmente, se depender da perspicácia e inventividade do autor e seus colaboradores na elaboração de teses, experimentos e verificações.

Espectro extenso de atenções, nada escapa de suas aguçadas análises: a influência da criatividade em nosso comportamento, o efeito contaminante da desonestidade e o peso do ambiente da colaboração.

Depois de tão vasta jornada, em crescente iluminação, um bem-vindo epílogo sintetiza magistralmente as ideias e linha de raciocínio, uma pérola de concisão e direcionamento.

Com admirável fundamentação e respeito ao método científico, Dan delimita claramente sua abordagem e aponta possíveis continuações, novas explorações, outros caminhos interessantes para trilhar.

Passamos longe de desvendar os motivos do nosso vil comportamento (aliás, isso nem figurava como preocupação do livro), porém ganhamos inestimável entendimento dos mecanismos envolvidos na tentadora e inescapável vivência das trapaças.

Consciência importantíssima no cotidiano, admitir e conhecer nossa falibilidade certamente renderá relações mais prósperas e alternativas frutíferas de atuação contrária.

Cheguei ao final
Avaliação : 5

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade

Mal começamos a nos preocupar, se esclarece o teor da tal desonestidade, mais para a tendência em ludibriar, muitas vezes sem má fé, um instinto inato do homo sapiens.

Partimos de uma teoria mais simples, de outro autor, para ganharmos parâmetros na investigação para entendimento desse viés contraditoriamente humano.

Dan estabelece os limites, identifica as características a contribuir, esmiúça o ambiente para desenvolvimento destas estratégias e comportamentos.

Estuda também as forças psicológicas envolvidas, nossa relação com nós mesmos, os auto-enganos e nossa fraqueza frente ao cansaço, nos descobrimos sujeitos demais.

Com texto ilustrado com diversos experimentos, relatos bem fundamentados e claros, vislumbramos quantas armadilhas nos esperam no cotidiano e o quanto nos equivocamos em nossas avaliações.

O horizonte começa a despontar e nos espantamos com sua amplidão, assim como com nossa ignorância a respeito de suas fronteiras.

Cheguei à página 114
Avaliação : 5