Bem-vindo(a)!

Verifique seu Flash plug-in!

Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 2) - p.263

O vórtice da derrocada da inépcia absurda parece sem fim, tamanha loucura num engraçado jogo de lógica torta e dissimulação mal feita, sem escrúpulos ou culpa alguma.

E pensar que estamos tantas vezes tão próximos deste absurdo na nossa concreta e sisuda realidade, esboçamos risos para não desaguarmos no choro da conscientização.

Vez ou outra, em um trecho ao acaso, tropeçamos em descrições mais alongadas, reflexões sem grande contribuição para o enredo, gordurinhas dispensáveis.

Universo quase completamente desconstruído, penúria por toda parte, ansiamos pelo momento do titã revelar e assumir a revolta em execução, talvez surja luz no fim do túnel, um lampejo de redenção.

Aliás, notas muito duras da autora pintam cenário sem nenhuma gota de piedade, possivelmente extremismo para chocar e remoermos mais algumas linhas de discussão.

Cheguei à página 263
Avaliação : 4

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 2) - p.175

Boa surpresa, com mais algum avanço na trama, a incongruência das personagens se transforma na mostra de sua humanidade, lhes garante mais valor e menos tons preto e branco.

Novos diálogos expostos escancaram a identidade do agente oculto, sem deixar dúvida alguma ou, quem sabe, a nos conduzir para algum despiste armado pela autora.

Astuta visão, guardadas as devidas proporções (ou não), as situações descritas estampam fielmente os insanos nós cotidianos da vida em grupo, jogo político e econômico, estejamos no Brasil, Argentina, Venezuela ou qualquer outro lugar.

Subitamente a narrativa ganha ritmo intenso, prazeroso de acompanhar e desenrolar, avalanche de consequências das estripulias dos assim chamados saqueadores a elevar as tensões.

Interesses leitores de volta, o envolvimento proporcionado aumenta e junto elevamos expectativas, sem falar na boa diversão das últimas páginas.

Cheguei à página 175
Avaliação : 4

terça-feira, 25 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 2)

Continuidade, sem grandes novidades, passar ao próximo volume se pareceu como apenas avançar uma página, como estava escrito.

Aos poucos se confirmam as suspeitas a respeito da identidade do principal ator oculto da trama, denotação clara de certa inocência autoral.

Pouco mistério e envolvimento a narrativa provoca, frequentemente se atém a dramas pessoais menores da protagonista, bem contrapostos à suas convicções.

Enquanto incoerências e individualismo sistematicamente surgem, vez ou outra uma frase, uma pequena ideia, se revela brilhante, a remar contra a maré intencional.

Foco da curiosidade alterado, como atravessaremos as páginas atuais, a caminho do próximo volume? Pelo andar da carruagem o andamento pode piorar? Expectativa pequena demais para os primeiros ímpetos inspirados lá do início da trilogia.

Cheguei à página 96
Avaliação : 3

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.352

Mais insistência na busca insensata, mais subterfúgio para correr do argumento principal, o principal incômodo se deve à falta de criatividade pela busca de solução.

Deixamos de ver a trilha pelo empenho, para vermos o depositar de esperança em algo espúrio, independente de planejamento e dedicação.

Não fosse por uma ou outra frase inspirada, boas para fomentar ideias ou simplesmente divertir, acabaríamos a leitura em maior decepção, traídos pelos bons augúrios do fôlego principal.

Devo confessar que alguns diálogos finais suscitam alguma esperança, quem sabe agradáveis surpresas futuras, ou talvez ilusão da boa vontade do leitor.

Ao fim a terrível constatação do primeiro volume nada encerrar, ser apenas fragmentação, uma sensação de divisão somente aleatória, somente um intervalo no arrastado discorrer da trilha perdida por uma revolta agora injustificada ou injustiçada.

No momento, a leitura dos próximos volumes se fará apenas por inércia, curiosidade ou pelo fato de já tê-los em mãos. Desanimador.

Cheguei à página 352
Avaliação : 2

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.305

As cenas se alongaram, sem grande motivação associada à trama, um jeito mais monótono de ambientar, descompassado às primeiras etapas da história, com ares de perda do passo.

Em determinado ápice, vencida etapa importante do jogo, as principais personagens enveredam por revelações de ignóbeis personalidades não condizentes com sua construção.

O já preto e branco do universo psicológico se tornou mais sem graça, uma rudeza descabida e desnecessária, com um peso enorme de individualismo sem contexto, inesperado, artificial.

Sabe-se lá quais as intenções da autora, ou quais provas deseja confirmar, mas degradou boa parte do ímpeto criativo e da boa sacada do tema.

Não fosse suficiente, surge um evento com tons de ficção científica, só que sem nenhuma fundamentação, despencando dos céus e atravessado, sem nunca ter nem flertado com intrincada lógica inicial da trama.

Algo se perdeu, nada pior para a tão boa expectativa gerada pela primeira parte da obra, situação a deixar um desagradável temor pelo seu final...

Cheguei à pagina 305
Avaliação : 3

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.230

Excelência e empenho contrapostos a estupidez e ignomínia se revelam motores centrais da trama, em tons bem contrastantes, um tanto exagerados, exagero meio inocente.

Questiono se a postura de alguns excelentes condiz com seus ideais, seus meios para seus fins honram sua percepção e sensibilidade, ou revelam apenas sacrifício.

Difícil apostar para qual lado a balança pesará, quais contornos seus rumos tomarão, somente nos restando a expectativa pela tal "revolta de Atlas".

Por enquanto Atlas permanece sujeitado, um ambiente kafkaniano, angustiante para quem conhece ou compartilha das desilusões na sustentação do cotidiano idealizado, um tanto sonhador.

Certamente nosso posicionamento no dia a dia, nossa realidade, nosso lado da torcida, definirá grandemente a apreciação do livro, mais do que os motivos óbvios sugeririam.

Nem precisaria mencionar outra vez a beleza da construção do texto, seu cativante envolvimento e sua quase assustadora simplicidade, mas me é mais forte...

Cheguei à página 230
Avaliação : 5

terça-feira, 18 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1) - p.143

Simples e direto, impressiona o efeito, o impacto, de envolvimento causado pela leitura de suas páginas, certamente obtenção de sucesso na empreitada da escrita.

Personagens e posições bem definidos, já podemos escolher preferidos, nos afeiçoar por alguns perfis e começar a descobrir motivações, apesar da ainda obscuro mote principal.

O romance cativa até mesmo os não tão fãs do gênero, como eu, percebemos um toque magistral, um a mais, a transparência da excelência em sua construção.

Dramas e conflitos atemporais e sem fronteiras, nos espanta a universalidade de seus aspectos e psicologias, qualidades raras e para poucos, privilégio único poder conhecê-la.

Caldo começando a esquentar, quem sabe um olho de furacão surge no horizonte e, de repente, seremos surpreendidos por torrentes inesperadas de tensão...

Cheguei à página 143
Avaliação : 4