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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

domingo, 16 de junho de 2013

Tudo Sobre Fotografia - p.319

Completamente integrada ao cotidiano, superada a técnica, a arte ganha onipresença em todos os recantos de nossa cultura, certamente um claro sinal de sua aderência aos nossos apegos.

Não há onde ela não representa ou testemunhe, da moda à guerra, em qualquer ponto do planeta, seus limites se diluem constantemente, mostras de sua perenidade.

Impecável como desde o início, o livro mantém sua diversidade em registros e relatos, esforço bem pensado em percorrer tão vasto assunto, sem leviandade com cada tema, mas sem exagerar na profundidade.

Trabalho de pesquisa hercúleo, admirável de sua concepção ao último acabamento, ficamos a refletir nos desafios de sua realização, páreo e paralelo com os fatos relatados.

Há tanto ainda por vir, mas os autores não permitem o apagar dos ânimos, seus textos e observações denotam que se divertem tanto quanto aqueles que os leem.

Cheguei à página 319
Avaliação : 5

sábado, 15 de junho de 2013

A Revolta de Atlas (volume 1)

Com narrativa fluída e saborosa de degustar, acabamos fisgados logo de início para acompanhar os rumos da história.

Apresentados aos primeiros personagens começamos a formar imagens, tecer opiniões, escolher lados, tomar partido para torcer por seus destinos.

Trama bem recheada, nos sentimos representados, parece que há algo do nosso cotidiano, do nosso dia a dia particular, presente nas situações e reflexões assistidas.

Há pouco saboreamos as primeiras páginas, mas apesar da inocência dos primeiros folheares, tudo indica bons momentos de leitura.

Além disso, fomos provocados e provavelmente a pergunta demorará a se calar: quem é John Galt?

Cheguei à página 65
Avaliação : 4

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Nova Ordem Ecológica - p.256

Dos animais para a natureza, expansão irreversível de conceitos e fundamentos para abarcar todos os elementos naturais, mais componentes na fornalha da discussão.

Correntes e vertentes, as influências e contribuições no desenvolvimento da ecologia surgiram e surgem de onde menos esperamos.

O texto por vezes digressiona para além das questões ambientais, mostras da importância e relevância adquirida, contribuição em muitas áreas do pensamento.

Também salta aos olhos outras tantas observações do autor referentes a paralelos com o feminismo e com a contraposição de certas culturas e abordagens europeias.

Fim da viagem, número considerável de horizontes apontados, inegável perceber a centralidade desta nova ordem, assim com seu grande peso na desconstrução do androcentrismo.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Nova Ordem Ecológica

Quem diria na história humana, lá na Idade Média, os animais recebiam representação jurídica como pessoas de direito, vestígios arqueológicos da ecologia!

A partir de fatos históricos, apenas uma pitada para dar gosto, o autor se lança no desvendar das raízes do movimento ambiental, ou melhor dizendo, da queda do antropocentrismo.

Observamos inicialmente as relações com os animais, na verdade a evolução de nossa diplomacia com as outras espécies e seus efeitos em nossa sociedade.

Como definir os valores absolutos para a tomada de decisão, quais os parâmetros para nortear a discussão? Sofrimento e prazer entram na fórmula e puxamos apenas o fio da meada.

Entre correntes filosóficas e variados autores, tateamos pelo desenvolvimento dos conceitos a cerca dos direitos dos não homo sapiens, ou quem sabe dos deveres da humanidade.

Cheguei à página 120
Avaliação : 4

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes - p.392

Da emoção à virtude, nesta última parte Comte-Sponville se dedica a mais nobre, o amor, para a qual todas encaminham e da qual todas dependem.

Caminho traçado, trilhamos de eros a philia, de lá para ágape, distinção clara dos modos e denotação justa do elemento mais vital, cerne do pequeno tratado construído no livro.

Pequeno em tamanho e abordagem, mas imenso em justa pretensão e sucesso, capaz de fazer um autor ateu citar e engrandecer a carta de são Paulo aos coríntios.

Obra insigne, inspirada e inspiradora, mantém nosso envolvimento em crescente intensidade, para desaguar em final magistralmente tecido.

Muito além de analisar e perscrutar as virtudes, nossa empreitada de algumas centenas de páginas nos conduz à auto-avaliação da própria virtuosidade de cada um.

Que nos resta senão assumir as revelações, constatações e nos prontificar à ação por mudanças?

Cheguei ao final
Avaliação : 5

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes - p.232

Muito além de elencar as virtudes, o autor analisa suas essências, quais situações ou condições garantem sua legitimidade ou quando nos equivocamos na nossa avaliação.

Com ritmo e profundidade mantidos, permanecemos envoltos e envolvidos, em permanente conscientização diante de lúcidas e inesperadas visões de cada tema.

Acessível sem deixar de ser complexo, seu tratado caminha para a principal virtude, o amor, na construção de um sólido edifício de ideias e valores.

Em cada capítulo uma pequena aula, por vezes mais longa, por outras mais leve, mas sem negligenciar qualquer das discussões.

Impossível não suscitar reflexões constantes, ficamos nos equilibrando entre a continuação da leitura e a tentação de digressões decorrentes.

Pura satisfação!

Cheguei à página 232
Avaliação : 5

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes

Abrangente e instigante, o prólogo do livro já bastaria como tema de aula e matéria de prolífico debate, boa expectativa à vista.

Gradativamente adentramos no mundo das virtudes, ciceroneados pelo autor apreciamos algo como a genealogia destas ideias, a começar pela polidez, sua semente.

Distinguindo o conceito da mera característica, Comte-Sponville nos conduz a observar as diversas faces de cada elemento elencado, dentre as 18 escolhidas para seu estudo.

Não faltam ângulos de visão, com excelente discussão filosófica, tateamos por inúmeros afluentes de cada discussão, ainda que o missivista deseje realizar algo sintético.

Repleto em referências e fundado em diversos outros filósofos e correntes, seu ponto de vista se consolida a cada página, constrói um arcabouço respeitável de ferramentas dialéticas.

Pura imersão, viajar por suas páginas alimenta a alma e aguça o espírito, com ares de que o ritmo e intensidade permanecerão assim até o final.

Assim espero...

Cheguei à página 121
Avaliação : 5