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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Satã - Uma biografia

Resgatar a imagem de Satã e, de certa forma, redimi-lo de muitos equívocos na sua interpretação, áspera tarefa proposta pelo autor, iniciada com ilustrativo panorama geral.

Caminho deixado às claras, os instrumentos escolhidos são as escrituras, canônicas ou apócrifas, num legítimo exercício de hermenêutica.

Com enorme propriedade, Kelly conduz a análise desde o antigo testamento, já chegando nos evangelistas no final deste trecho, sempre com bastante e relevante discussão.

Defende bem sua tese, nos elementos apresentados jamais vislumbramos a encarnação do mal, começamos a entender a perspectiva de um personagem essencial, participativo e submetido.

Pesquisas tão detalhadas, ares acadêmicos, fica difícil para pobres mortais ousarem questionar a linha de raciocínio, repleta de cruzamento de evidências, etimologia e história.

Denso e instrutivo, além do personagem alvo, somos agraciados com uma estupenda aula dos textos sagrados de muitas religiões, de valor inestimável para os propensos a aprofundar o conhecimento.

O intervalo antes de continuar será dedicado a conferir algumas referências...

Cheguei à página 130
Avaliação : 5

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cartas de um Diabo a seu Aprendiz - p.202

Sem grande surpresa, o enfadonho empreendimento de Vermebile termina em insucesso, para pesar e amargura infernal de seu tio.

O texto adicional desta edição traz um curioso prefácio de C.S. Lewis, um pouco a justificar o sentimento de purgatório das tantas cartas compostas pelo experiente diabo.

Quanto ao brinde em questão, pouco acrescenta além de mais algum remoer de cinismo e humor inglês, um último suspiro desta experiência única do autor, para agradar insistentes e desejosos fãs.

Vilanias à parte, acabamos encucados por nos defrontarmos com tanto já sabido, mas nem sempre tão admitido, talvez um outro pecadinho de cada um de nós.

Vale a experiência para conhecermos outra faceta deste escritor, mas nada que nos instigue a enveredar por outros de seus títulos no mesmo gênero e estilo.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

terça-feira, 14 de maio de 2013

Cartas de um Diabo a seu Aprendiz

C.S. Lewis concebeu uma boa interpretação das ações dos exércitos do diabo: uma disputa empresarial entre duas corporações pelas almas do mundo.

O tutor mais velho aconselha seu sobrinho nas primeiras incursões no trabalho de angariar existências, convertê-las a sua perspectiva.

Toda narrativa com certa polidez, sem más intenções, apenas o cumprimento de funções bem definidas e hierárquicas, com missões e valores bem conhecidos.

Os monólogos do velho demônio, cheios de certo sarcasmo, discorrem sobre todos os pecados cotidianos, mas começam a cansar em determinado momento.

Os diversos vieses analisados e a evolução do trabalho do aprendiz se mostram insuficientes para sustentar ânimo no acompanhamento dos acontecimentos.

Salvo alguma reviravolta considerável, provavelmente seguiremos nesta toada, um certo purgatório a perder um pouco da graça.

Cheguei à página 119
Avaliação : 4

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Filosofando no Cinema - p.244

Quando julgamos não haver mais profundidade para explorar, o autor nos surpreendendo com o impulso para mais alguns metros abaixo, sempre com sua lanterna a descortinar a escuridão.

Primeiro com o tempo do desejo ou, mais precisamente, a influência do desejo na consciência do tempo, na sua aceleração ou freio.

Para finalizar, a vertigem do amor, ponto alto do inebriar desejoso, vórtice de envolvimento a submeter os pobres mortais e tatuar eternamente seus corações.

A última pintura, as linhas finais, terno presente de despedida, chega com ares de mensagem epígrafe, para confirmar e provocar outros tantos desejos, bem ao gosto das discussões de até então.

Experiência marcante, a viagem em companhia de Pourriol alcança seus objetivos com destreza impressionante, daquelas para guardar na prateleira dos tomos importantes para toda vida.

Cheguei ao final
Avaliação : 5

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Filosofando no Cinema

Cinema, filosofia e desejo, tríade de fundação do discurso do autor, magistralmente relacionados em sua tese, ponto de vista singular.

Através da apreciação de obras cinematográficas discutimos o desejo pelo objeto, pelo reconhecimento, o desejo mimético e a loucura do desejo, ângulos bem variados do mesmo tema, imersão ao âmago das psiques.

Sem papas na língua, num crescendo de envolvimento, Ollivier nos esfrega a pequenez humana nos assuntos menos assumidos e revelados por cada pessoa.

Entre tantos passeios da vida, destaque para a análise da educação, com os devidos desejos envolvidos, digna de nota e retomada em outra ocasião, certeira e profunda para qualquer um, mas especial para pais e mestres.

Ilustrados abundantemente por exemplos da filosofia e da sétima arte, criamos ideais e reflexões, exercitamos o mais humano instinto de contraposição, de revolta à submissão da natureza.

Talvez nos entendamos melhor ao final, quem sabe cultivaremos mais algumas caraminholas para encucar, mas o deleite pelo saber surge com certeza, outro desejo a nos perseguir.

Com construção impecável, texto acessível e didática admirável, difícil mesmo é o ato de pausar a leitura, tomar um fôlego para as próximas minerações.

Cheguei à página 153
Avaliação : 5

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Cão dos Baskervilles - p.189

Inesperado, mas não inusitado, o desfecho bem acabado da trama comprova a excelência dos mistérios elaborados por Conan Doyle.

Holmes sempre marcante, com certo ar impertinente, surge no momento certo cheio de cartas na manga.

Watson, apesar do esforço, nem de longe atinge a maestria do investigador, ainda que cumpra seu papel de apoio e colaboração.

Com boas doses de emoção, algumas revelações sem vínculo com fatos narrados, divertimo-nos ao acompanhar o encadeamento da peças, com direito a uma bela revisão ordenada ao final.

Bom passatempo, digno da admiração dos fãs, o livro se revela ótimo convite para novos encontros com a dupla de Baker Street.

Cheguei ao final
Avaliação : 4

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O Cão dos Baskervilles

Holmes e Watson, célebre e inigualável dupla, pura diversão poder apreciar suas aventuras nas suas mais tradicionais histórias.

Para qualquer leitor se destaca o enfoque narrativo pelo olhar do fiel escudeiro, jamais conseguimos pleno acesso à mente do protagonista, diminuindo nossas chances de controle dos rumos.

Narrador permanente, o amigo médico se submete aos ritmos impostos pelo investigador, meio discípulo, meio vassalo, sempre pronto a contribuir sem superar.

No enredo em questão, pouco descobrimos apesar do bom caminho percorrido, apenas um perspicaz panorama de cenários e personalidades, fomentos para a mente atenta.

Mesmo com muitos fatos e diversas supostas pistas, nossos anfitriões parecem ainda desprovidos de estratégias e suposições mais certeiras, quem sabe seja somente dissimulação.

Ritmo e mistério nos pontos certos, perseguimos os pequenos sinais, longe de desafiar o grande mestre, mas ansiosos por desvendar o intrincado enigma.

Cheguei à página 110
Avaliação : 4