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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Homem Bicentenário - p.102

Quem imaginaria um conto entre céus e mares desaguar numa discussão ambiental, bem visionária para seu tempo, além de um jogo de política, poder e dinheiro, com direito a complôs e altos conflitos?

Em seguida, uma sublime história de robôs a discutir as três leis, além de propor alternativas para aceitação da sua espécie pelos humanos, com direito a revisita de antigos temas e personagens.

Só mesmo o grande mestre Asimov para jogar magistralmente com as peças de nossos anseios e medos, transfigurados em objetos futuristas e inovadores, texto repleto de discussões, teses e apresentações.

Em meio às emocionantes historietas, causos de sua carreira no mundo sci-fi, tempero pontual para fomentar a curiosidade e o culto ao autor, esquetes de outros tempos de fatos reais bem vividos.

Puro encanto e diversão, no melhor de seu tema, estilo e ritmo, páginas de contemplação para dificultar a pausa e pedir novas aventuras e tomos.

Cheguei à página 102
Avaliação : 5

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Homem Bicentenário

Recebidos e ciceroneados pelo próprio mestre, cada texto mereceu atenciosa introdução, com a devida ambientação e posicionamento, cenário agradável e simpático para acompanhar a leitura.

Começamos com uma história de robôs e a aparição da célebre Susan Calvin, ótima retomada da personagem tão presente em outras obras, com fundamental participação no desenrolar da trama.

Enredo pleno de significados e reflexos, típicas páginas de questionamento da natureza humana, tão espelhada nos temores e amores pelas máquinas e suas limitações e desafios.

Na história seguinte encontramos a união do céu com o mar, aventura de relações de lunares com submarinos, bem sacada percepção das similaridades das diversas faces da aventura desbravadora do homo sapiens.

Apenas demos os primeiros passos, a segunda incursão nem terminou, mas o ânimo e as perspectivas são animadoras, prenúncio de muita diversão e viagens fantásticas pelo imaginário de Asimov.

Cheguei à página 61
Avaliação : 5

O Maníaco do Olho Verde - p.128

Nenhuma mudança no tom ou no tema aconteceu, as linhas desconexas, um tanto descabidas, mantiveram a sensação de estranheza, quem sabe resultado de certa artificialidade nas abordagens.

Claramente as linhas traçadas, o estilo do texto, a escolha da narrativa, provêm de um hábil autor, fazem jus ao seu renome como grande escritor, mas apenas técnica se mostra insuficiente para sustentar o prazer na leitura.

Por sinal, a amostra provoca dúvidas relativas ao potencial do restante de sua obra, quais as origens de seu destaque, quem sabe fruto de sua excentricidade, ou a má experiência resulta somente de infelicidade ocasional.

Talvez um futuro encontro, com outro exemplar do trabalho de Trevisan, mudará a perspectiva encontrada, mas tal evento não deverá ocorrer tão cedo, melhor deixar o tempo afastar o desagrado.

Terminei
Avaliação : 3

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O Maníaco do Olho Verde

Sem prefácio, introdução ou sinopse, os textos começam com toda sua crueza, de supetão, estampando uma realidade áspera e mordaz.

Contos curtíssimos, com ares de crônica, em linguagem simples e direta, tons de Nelson Rodrigues e seu cotidiano, surgem agressivos a nos deslocar.

Narrados em primeira pessoa, a força de seu discurso soa como testemunho pessoal, autênticos e vividos em sua mais plena intensidade.

Orações entrecortadas, raciocínios relâmpagos, seu estilo marcante se destaca, mas algumas prosas poéticas enxertadas destoam do conjunto, forçam a torção de nossos narizes.

De proposta, tema ou gosto duvidosos, suas linhas causam certa estranheza, talvez a objetivem, seguimos sem elevados horizontes a procura de uma perspectiva ou sentido melhores.

Cheguei à página 60
Avaliação : 3

segunda-feira, 23 de julho de 2012

F de Foguete - p.210

Felizmente o tema espacial permaneceu por toda jornada, todas as histórias apresentaram seu quinhão neste fascinante universo.

Merecido destaque devemos conceder a "Gelo e Fogo", daqueles textos a compensar todo o percurso das páginas passadas e vindouras, intenso e pleno de ficção científica.

Os últimos contatos com as linhas do autor permitiram impressão clara sobre seu estilo e ideias, com todo sua inocência e esperança por tempos gloriosos da humanidade, amplamente apoiadas em avançadas tecnologias

O olhar crítico não dispensa a observação ácida das agruras e vícios do espírito homo sapiens, tempero indispensável em sua narrativa.

Apesar de morno em alguns momentos, a apreciação do livro garantiu momentos de diversão, com alguns de até fascinação, causos com ares de sonhos de menino, num tempo bem distante.

Terminei
Avaliação : 4

quinta-feira, 19 de julho de 2012

F de Foguete

Sensível diferença nas obras publicadas pela Hemus, mesmo sem espantar ou entusiasmar demais, ao menos congregam histórias mais próximas da ficção científica.

No livro em questão, o tema foguete acertadíssimo, central em todos os contos até aqui, sempre com forte componente humano característico da narrativa de Ray.

Envolventes e reflexivos, em sua simplicidade garantem bons momentos de leitura relaxante e apreciativa, ainda que encontremos alguns textos lidos recentemente na outra coletânea.

Marte também participa com grande presença, vez ou outra acompanhado por algum outro corpo celeste do sistema solar, os horizontes resplandecem mais amplos por aqui.

Em suas linhas há certa magia, um encantamento possivelmente presente nos corações das pessoas de sua época, ou da época destas publicações, a era dos motores espaciais.

Abundante imaginação com incipiente tecnologia, combustível para jornadas mentais longínquas, facilmente se escapando da realidade ou do universo plausível.

Interessante contato com essa visão e estes outros trabalhos do autor, auxilia grandemente a formação de opinião e o entendimento de seu renome.

Cheguei à página 124
Avaliação : 4

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Os Frutos Dourados Do Sol - p.210

Final da viagem e nenhuma novidade, o mesmo ritmo de contos comuns, por poucas vezes com expedições espaciais, mas nenhum grande destaque ou mérito.

Por outro lado, as histórias provavelmente retratam bem à época do autor, as ideias a pairar pelas cabeças, o toque inocente e pueril na interpretação da vida.

Difícil compreender a ilustração da capa, com seus ares de ficção científica, dissonante com seu conteúdo, seus artifícios, seu estilo...

Constatação clara, impossível julgar um livro pela capa! :)

Bradbury compôs bons esquetes sobre o cotidiano, as angústias humanas, atuou com maestria com seus títeres, porém passou longe de brilhar e entusiasmar.

Desculpo-me pela insistência, mas melhor guardar só mesmo "Fahrenheit 451".

Terminei
Avaliação : 3