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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

quinta-feira, 15 de março de 2012

Wired

Intenso e rápido, assim conhecemos o livro nos seus primeiros movimentos, um turbilhão de ação a empolgar os recém-chegados.

Digno de um thriller de suspense, o enredo deixa poucas pistas, mas provoca ideias diversas, instiga a continuar e descobrir mais.

Junte-se a isso um clima meio cyberpunk e a fórmula de ficção científica moderna está completa e deliciosa de acompanhar.

Para ficar mais contemporâneo ainda, os personagens se envolvem com bioterrorismo e hackerismo, surfando nas mais recentes ondas da era de informação.

Dave e Kira começam uma relação tensa, que sugere nos levar a muitas reviravoltas pela frente, cheias de conspiração e mistério.

Empolgante e sem chances para fôlego, estamos só no começo, com poucas cartas na mesa, apenas alguns rumos e papeis delineados.

Cheguei à página 59
Avaliação : 4

quarta-feira, 14 de março de 2012

E o Cérebro Criou o Homem - p.440

Cabe antes do término até uma bela argumentação sobre o inconsciente e suas interações com nosso self mais elaborado, seus benefícios e artifícios, sem nada a temer.

Descrita e explorada de inúmeras formas pelo texto, chegamos ao final com a absorção da beleza da consciência, sua função tão bem enquadrada no genial mecanismo da vida.

Ainda resta um apêndice detalhado com toda a arquitetura de nosso sistema neural, para quem desejar possuir uma descrição didática e abrangente.

Em meio a inferências e evidências, o autor nos conduziu pelo vasto universo dos neurônios, sistemas e mentes, num passeio de deleite pelo conhecimento.

Como nas outras obras, terminamos um pouco mais conhecedores de nós mesmos, sobre diversas fragilidades e potencialidades, alertas por respeitar nossa condição natural.

Um registro maravilhoso das consequências evolutivas nos seres vivos, pautado no mais firme e criterioso método científico.

Terminei
Avaliação : 5

terça-feira, 13 de março de 2012

E o Cérebro Criou o Homem - p.332

Neuroanatomia, muita neuroanatomia para compreender como construir uma consciência, com cada pedacinho e função necessários.

Certamente um estudante de neurologia apreciaria com mais propriedade tantos detalhes, mas tudo é apresentado de maneira a nos conceder ao menos um resvalo na visualização das estruturas.

Tamanho detalhamento é a grande diferença das obras anteriores, nitidamente expressando o amadurecimento de experiências e teorias do autor.

Espantoso se defrontar com tantas particularidades e mecanismos, sobre algo que para a grande maioria não passa de um bolo de células cinzento.

Vale destacar também a importância dos sentimentos, sua ação nos cenários dos circuitos neurais.

E pensar que vasto conhecimento deste tipo, que a evolução da área em pesquisa, deve muito ao estudo de patologias severas, algozes de inúmeros pacientes/pessoas de cientistas como Damásio.

Ao término do trecho uma bem arranjada recapitulação, meio resumo, clareando bastante os rumos e destinos, ilustrando os mapas percorridos.

Começamos a observar o florescimento da consciência e a discutir suas possíveis motivações, causas, com grande viés evolucionista envolvido.

Estamos próximos das conclusões, dos arremates finais, e nossos cérebros fervilhando de conceitos e ideias destilados.

Cheguei à página 332
Avaliação : 5

sábado, 10 de março de 2012

E o Cérebro Criou o Homem - p.223

Mapeamento do corpo pelo cérebro, outro importante mecanismo de integração desta surpreendente produção evolutiva.

Ente único, revelado e entendido através de emoções e sentimentos, mais alguns conceitos para sedimentar a teoria de Damásio.

Para concluir a etapa, mecanismos de memória e como prover os recursos necessários para o funcionamento elaboradíssimo de toda a estrutura.

Carregados os princípios básicos, as descrições da fisiologia essencial, seguimos em direção ao tema do livro conhecendo um pouco mais da consciência.

Explorando suas características, suas diversas facetas, abocanhamos aos poucos a intrigante sopa da composição do self e seus primitivos.

O autor se mantém fiel a suas teorias, refina teses anteriores, aprimora, sempre com uma boa dose de inferências e sugestões.

É admirável o complexo conjunto de visões adquiridos e elaborados ao longo de sua carreira científica.

Prato cheio de descobertas e desvendares, mesmo para o mais pobre mortal, explicado de forma bem acessível, apesar de densa.

Cheguei à página 223
Avaliação : 5

quinta-feira, 8 de março de 2012

E o Cérebro Criou o Homem

Recebidos com uma excelente introdução, somos alertados pelo autor de mudanças nas suas teorias e visões, fruto de mais tempo de experiência.

Exagero de Damásio, pois aos olhos de quem conhece as outras obras, percebemos uma especialização maior, distinção e pormenorização de aspectos descritos, a colaborar imensamente com o entendimento, sem cindir com o passado.

Mesmo para aqueles em primeiro contato, o início oferece um apanhado geral dos conceitos e rumos a seguir, páginas de suficiente conteúdo para dias de estudo e reflexão.

Valor, incentivo e homeostase, pilares das discussões iniciais a fundamentar o edifício erguido em seus anos de trabalho investigativo, apoio para nossa compreensão futura.

Mapas mentais do cérebro e neurologia da mente para irmos nos acostumando com as dificuldades conceituais pela frente, ainda que tratadas de maneira fluída e muito clara.

Com abordagem naturalista, sem ser dualista, o neurocientista nos conduz pelos mistérios do córtex e suas vertentes, instiga o paladar pelo novo conhecimento, desvendando mecanismos impensados para nós, homens comuns.

Que bom estarmos apenas no começo...

Cheguei à página 119
Avaliação : 5

quarta-feira, 7 de março de 2012

Em algum lugar do Paraíso

Veríssimo com o melhor que Veríssimo pode oferecer, crônicas diretas, certeiras, sinceras acerca do cotidiano.

Diversão garantida, com toda a leveza, perspicácia e altíssimo bom humor, bem típicos do autor, meio marca registrada.

Em páginas inspiradas, ele parece dar seu melhor, cheirando à maturidade, com olhar atento a qualquer coisa do dia a dia.

Há certo ineditismo em seu discurso neste livro, seus causos têm ar de novidade, sem repetições, revisitas, comuns em outras de suas obras.

Destaque para dois textos, "Preguiça" e "Liberdades", dos mais inspirados e inspiradores, pílulas de sabor especial dentro do vidrinho recebido.

Por sinal, as tais pílulas do produto versam (e douram) sobre nossas reflexões das relações humanas e nosso lugar no Universo.

Sem frescura, dispensando tradução, num papo franco, nem bem percebemos o encontro acabou, deixou um desejo de quero mais, quem sabe algumas outras páginas, ideias, cenários...

Ainda bem que será prazeroso reler e degustar outra vez, a conta-gotas ou salteado, a procura de outras leituras, pérolas escondidas ou simplesmente um novo sorriso.

Terminei
Avaliação : 4

quinta-feira, 1 de março de 2012

Steve Jobs - p.607

Epitáfio dos epitáfios, difícil construir um melhor, o iPad, concretização de ideais de toda uma vida, de muita genialidade e trabalho árduo.

Com seu ápice, a fatalidade do fim de sua doença e sua vida, enfrentamento para poucos, com ajuda e apoio dos mais inesperados.

Viveu sua vida fidelíssimo a seus princípios e ideais, motivo de seus êxitos e fracassos, sempre com o enorme ímpeto de mudar o mundo.

O autor nos brinda com o último capítulo, maravilhoso resumo de sua jornada, com direito de palavras finais (sinceras e tocantes) do biografado.

Talvez seja a história, talvez seja a narrativa, a verdade é que o percurso foi emocionante, cativante e envolvente, bem próprio do personagem apresentado.

Termino mais admirado, cheio de reflexões a desenvolver, provavelmente capturado pelo campo de distorção da realidade de Jobs.

Posso garantir, ele funciona!

Terminei
Avaliação : 5