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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Mundo Assombrado Pelos Demônios - p.436

Não restam dúvidas que o autor supõe que acreditamos em cegonhas, Papai Noel e coelho da Páscoa, estando empenhado em nos convencer do contrário e apresentar-nos a realidade física.

Em alguns bons momentos, volta à carga nos belos cenários da ciência, para deslumbrar olhos na leitura e na imaginação, com todo peso de sua importância acadêmica, apoiado na beleza do Universo conhecido.

Lá pelo final deste trecho, abre significativa e lúcida discussão sobre a educação nas escolas americanas, revelando importantes preocupações e fissuras, isso há quase 20 anos.

Seu discurso oscilante gasta nosso ímpeto, sem ser proveitoso, como nas últimas páginas lidas quando resolve detalhar as equações de Maxwell.

O texto soa como uma coleção de recortes, sem coerência nas finalidades, expressão de um incômodo antigo não muito bem trabalhado.

Apesar dos pesares, é interessante tomar contato com as tempestades cósmicas na cabeça do ilustre astrônomo.

Cheguei à página 436
Avaliação : 3

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Mundo Assombrado Pelos Demônios - p.321

Transcrever correspondências de leitores contrários a suas ideias, meio a lhes ridicularizar, não é das atitudes mais simpáticas...

Em um momento mais inspirado, Carl Sagan chega a discorrer sobre as armadilhas do discurso filosófico, enriquecendo a discussão.

Porém, logo depois, volta à insistente perseguição de histórias fantasiosas e fanáticas de UFOs, chegando a mencionar James Randi e sua caça às bruxas.

Lá pelas últimas páginas do trecho, lemos seu melhor conteúdo, a respeito da beleza da ciência, com todas as maravilhas de elaboradas teorias e descrições.

Deveria se manter constantemente por estes trilhos, ao invés de enveredar por uma ranzinzice sem tamanho, digno de um senhor fora de seu tempo, arraigado em seus conceitos e preceitos.

Prestaria melhor serviço, como Hawking e Gleiser, se dedicasse seu (e nosso) tempo a pintar os encantamentos de sua experiência acadêmica, deixando-as por si só falarem e nos conquistarem.

Cheguei à página 321
Avaliação : 3

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Mundo Assombrado Pelos Demônios - p.220

Tamanha insistência em discorrer sobre os UFOs beira as vias da implicância, por mais que nosso autor tenha razão.

Dos UFOs chegamos aos deuses e demônios, fenomenologias similares separadas por épocas e culturas distintas, mas com semelhante força motriz.

Ainda resta a Sagan relacionar tal contexto com questões psicológicas, psiquiátricas e neurológicas, uma visão naturalista para os eventos por trás dos fatos.

Incomoda o fato do autor navegar por temas e áreas alheios à sua especialidade, transformando suas teses em suposições, ou aproximando-as de, por mais que as tenha pesquisado.

Inferências, pautadas em lógica e método rigoroso, certamente são insuficientes para convencer crentes, revelando certa inocência de sua parte.

Meio Dom Quixote da ciência, nosso célebre astrônomo segue sua cruzada contras os moinhos da ignorância do status quo, monótono no discurso e recorrente em demasia.

Aguardemos para ver se algo muda...

Cheguei à página 220
Avaliação : 4

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Mundo Assombrado Pelos Demônios

Começar sua narrativa por histórias de seus mais eminentes professores, os mais inesperados, demonstra bons ventos vindouros nessa reflexão.

Em continuação, fundamenta suas ideias a respeito da importância da ciência, e sua compreensão, para o ser humano, sem exceção.

Na esteira do compreender, destila os mistérios e mitos de observações astronômicas, mais atentamente na Lua e em Marte, com toda propriedade digna de sua experiência acadêmica.

Dedica uma considerável parcela das páginas a tratar das questões dos UFOs, ou melhor, das intrigas e neblinas envolvidas no assunto e em seus seguidores.

Curiosamente, em certos trechos, discorre com tom bem ácido sobre alguns ícones da ficção científica, como se prestassem um desserviço ao conhecimento das verdades científicas.

Procura combater com lógica e método a desorientação do senso comum, mas talvez sejam ferramentas inadequadas, de valor incompreendido pela maioria, ao menos para seu público-alvo.

De maneira geral, seu texto, uma ode ao pensamento e conhecimento científicos, entusiasma e diverte com linguagem simpática e acessível, como no bate-papo de um pós-almoço de domingo.

Cheguei à página 115
Avaliação : 5

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Que Einstein Disse a Seu Cozinheiro 2 - p.352

Nossa degustação terminou conhecendo utensílios e seus usos, além de um pequeno bônus a tratar de variedades, inclusive sobremesas.

Técnicas não foram esquecidas nestas últimas páginas, com direito a algumas últimas receitas, mas foi um trecho menos empolgante.

Ao final do livro, encontramos um belo índice remissivo, como esperávamos, que permitirá um acesso futuro rápido e fácil, ou até para incautos consultores que não desejarem se aventurar por todas suas deliciosas páginas.

Certamente há sempre muito mais para discorrer sobre a área, mas o compêndio é um senhor apanhado, suficiente para vários minutos de divertimento e informação.

Terminei
Avaliação : 4

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Que Einstein Disse a Seu Cozinheiro 2 - p.273

Espirais, molas, moléculas, tantas estruturas a natureza criou e nosso anfitrião apoia boa parte do seu discurso na organização interna dos elementos, afinal ele é um químico.

Por diversos momentos chego a questionar como o grande público, não iniciado em ciências, digere as intrincadas informações apresentadas.

Nas diversas abordagens, pelos capítulos passados, o tom é meio de caçador de mitos, desvendador de segredos, artifício excelente para instigar nossa atenção.

Assuntos recentes, frutos do mar, carnes e temperos, demonstram a imensidão dos limites a tratar, provavelmente restando bastante para outras obras após o final.

O jeitão continua o mesmo, provando a possibilidade de se pinçar qualquer trecho e começar a lê-lo, às vezes encontrando até menções repetidas, mesmo que breves.

Seja como for, o passatempo se prova delicioso!

Cheguei à página 273
Avaliação : 4

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Que Einstein Disse a Seu Cozinheiro 2 - p.181

Curiosatilidades, uma boa definição para o extenso rol de informações desfilado por esse químico interessado em sabores, aromas e texturas.

Cada capítulo ganha um texto introdutório, ilustrativo da seara a explorar, seguido de inúmeras perguntas e respostas, direcionadoras do bate-papo.

Por sinal, um rico material essa fonte oriunda de seu trabalho na coluna de um periódico, fermento da simpatia e da familiaridade concedida às suas palavras.

Nas últimas páginas andamos às voltas com legumes, frutas e cereais, além de assuntos e produtos derivados, uma doce narrativa, com alguns temperos da avó.

Divertida e saborosa, a leitura suave tem garantido bons momentos de descontração aliada a bastante informação.

Espero encontrar um índice remissivo bem organizado ao final...

Cheguei à página 181
Avaliação : 4