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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sobre a Literatura - p.161

Joyce e seu idioma próprio, Borges e suas inúmeras referências, o autor permanece em sua análise da literatura baseada e autores, mas agora se tornam mais nítidas suas intenções.

Outros aspectos são tratados, mais genericamente, sem tantas citações, como estilo e influência, porém sua abordagem é rebuscada e extremamente técnica, mais própria a iniciados.

Talvez seja minha ignorância sobre os temas da área, talvez seja a profundidade em suas argumentações, mas fato é que o ritmo da leitura fica penoso, pouco prazeroso.

É admirável seu domínio sobre as letras, versado e experiente nos mais diversos assuntos, pena não conseguir transformar tudo isso e algo mais palpável aos simples e pobres mortais.

Desafio e esforço se transformam no combustível em conquistar ao menos um pedacinho destas tantas páginas por vir.

Cheguei à página 161
Avaliação : 4

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre a Literatura

Confesso ter esperado um livro com abordagem diferente, a tratar das características da literatura, seus vieses, suas técnicas ou rumos.

De início, discute brevemente a função literária, seu papel em nosso cotidiano e influência na nossa cultura.

Os artigos seguintes analisam obras e autores específicos, mais interessante para quem os conhece, já leu e pode acompanhar os detalhes da interpretação.

Além disso, reforça os tecnicismos, explora aspectos intrincados da construção das obras, como no desenrolar de "Sylvie", tão apreciado pelo autor.

É verdade que impressiona descobrir a riqueza de detalhes possivelmente despercebidos por ingênuos olhos leigos, sem experiência crítica ou analítica.

Depois de volumosas páginas, voltamos ao mundo da arquitetura dos textos, apreciando longas citações de aforismos e máximas, procurando desvendar suas diferenças e mestres de seu uso.

Aguardo as próximos folheares com esperança de um direcionamento tal qual das recentes linhas, mais agradável à leitura por simples diversão.

Cheguei à página 90
Avaliação : 3

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Curioso Livro dos Geeks - p.256

Nenhuma grande surpresa no percurso final do livro, ainda que continuando com ideias saborosas e nada ortogonais, capazes de semear outras tantas para atividades futuras.

Faça você mesmo é o principal mote das propostas, característica mais atraente ao se dispor na tentativa de execução dos projetos.

Postura produtiva e criativa, tão ausente em tempos de tecnologias pragmáticas, utilitarismo e apatia, capaz de desenvolver pessoinhas independentes e empreendedoras, cheios de iniciativa, além fortalecer relacionamentos entre pais e filhos.

Definitivamente a idade dos pimpolhos deve ser um pouco mais avançada, terei que aguardar algum tempo para poder desfrutar plenamente destas boas brincadeiras com minha pequena imberbe, mas certamente já me inspirei para criar outras tantas mais adequadas à sua faixa etária.

Incomodou-me um pouco a tradução do título da obra (no original, “Geek Dad - Awesomely Geeky Projects and Activities for Dads and Kids to Share”), denotando um lado nada geek do tradutor, fato ligeiramente broxante.

O livro agora ficará na estante, bem acessível, sempre à mão, para o primeiro lampejo de iniciativa ser desfrutado assim que possível, com bastante envolvimento e entusiasmo.

Terminei Avaliação : 4

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Curioso Livro dos Geeks

Prefácio de Chris Anderson, pai geek confesso, com depoimento pessoal, anuncia bons momentos de leitura em torno de brincadeiras com filhos.

Estereótipos e chavões à parte, o texto se mostra bem humorado e envolvente, aos menos para alguém com afinidade ao tema.

Lego, RPG e computadores marcam presença, mas mais marcantes presenças encontramos com papel, tesoura e muita cola, além de lápis e hidrocor.

Inesperadas e criativas sugestões escapam dos eletrônicos, sem deixar de transbordar conhecimento e curiosidade, para prender a atenção por muito tempo.

É verdade que o livro não carece de leitura contínua, mas a experiência de percorrê-lo é divertidíssima, repleto de pérolas e boas sacadas.

Brincadeiras para interiores e para ambientes abertos, a variedade é grande, pena que, até o momento, indicadas para filhos mais velhos, salvo com o empenho de certa reconstrução e adaptação. 

Vejamos como seguirá até seu final...

Cheguei à página 183
Avaliação : 4

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Variações Sobre o Prazer - p.192

Chegamos às variações sobre o prazer, as diversas manifestações do deleite na experiência humana.

O esmiuçar das variadas vertentes começa pelo aspecto religioso, o confrontar da feira da fruição com a da utilidade.

Ponto essencial de suas ideias, o utilitarismo exposto contraposto a beleza da inutilidade, do ser apenas para desfrutar.

Então se seguem a filosofia, a economia e a culinária, áreas para saborear o saber ou a experiência, aproveitar o essencial do existir.

O ritmo do autor continua igual, digressivo, sensivelmente referenciando Nietszche (e como o referencia!), misturando citações, causos e ideias.

Apanhado de discursos, a obra retrata bem a alma do pensador, expõe suas desavenças com o status quo, com descompromisso da idade ou da sabedoria.

Apesar de não esclarecer sua composição, não restam dúvidas de seu apreço pelos prazeres da vida e sua firmeza de propósito na defesa da verdadeira educação, suporte indispensável para apreciar os legítimos sabores.

Terminei
Avaliação : 4

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Variações Sobre o Prazer

Misto de testemunho e testamento, uma avalanche narrativa nos recebe logo pelas primeiras páginas.

Com elegância, poesia e sem papas na língua, o autor expõe suas ideias e teorias, de tudo um pouco da vida, fruir da existência com sabedoria.

Resultado da convicção ou da idade, o depoimento sincero questiona e remói temas já conhecidos de quem conhece minimamente este pensador.

Digressões, memórias, pinturas da sua herança em início de concessão, motivado pela necessidade de garanti-la, prova também de desapego longamente aprendido.

Levou quase metade do livro para tratar especificamente do tema, variações do prazer (e da alegria, vale ressaltar), presenteando seus leitores com incontáveis pérolas sabedoria.

Se se propõe ao prazer, faz da nossa leitura artigo prazeroso, cativante para continuar e desaprender, como bem gostaria este impactante senhor, repleto de maestria.

Cheguei à página 92
Avaliação : 4

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quase a Mesma Coisa - p.430

Apesar de mencionar inicialmente apenas tratar de tradução, o autor dedica um capítulo para discutir a mudança de matéria, a transformação entre linguagens.

Encerra a jornada com a avaliação da possibilidade de um idioma universal, sonho antigo de pensadores e linguistas, mais distante do que poderíamos imaginar.

Exemplifica a dificuldade com a apreciação de um conceito simples, as cores, com todos os seus tons culturais e históricos.

O livro avançou além da simples divulgação científica, se tornou bem áspero para leigos, apenas interessados em visitar os meandros deste nobre ofício.

No entanto, ninguém passará incólume ao seu contato, capaz de nos fazer perceber a riqueza existente em nossas leituras cotidianas, escondida nos recantos por trás das letras.

Terminei
Avaliação : 4