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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Muito Além do Nosso Eu - p.337

Engenhosidade, colaboração, inovação e inventividade unidos para proporcionar o suprassumo da tecnologia neuro robótica.

Num empolgante relato, Miguel conta a impressionante evolução em seus desenvolvimentos das interfaces cérebro-máquina, com ápices de expressões de verdadeiro júbilo.

Se um ratinho controlar algum mecanismo através de "pensamentos" já é algo surpreendente, imagine só a complexidade da conexão de um primata com um braço robô para execução de elaborados movimentos através de suas sinapses.

Com a participação da misteriosa e geniosa colaboradora Aurora, o autor nos acompanha na descrição detalhada de seus experimentos e conclusões.

Volume de informações para tirar o fôlego de qualquer um, preenchendo, em seguida, nossa cabeça com milhares de ideias.

Essa equipe multinacional, liderada por aquele brazuca de gema, galgou degraus, chegou a lugares em que nenhum homem jamais esteve.

Difícil não ansiar por ver o dia em que neuro próteses resgatarão à vida tantas pessoas condenadas por males neurodegenerativos ou motores.

Nas últimas páginas desta parte, Nicolelis relata a história de Santos Dumont para nos introduzir às capacidades humanas para estender o corpo através de suas ferramentas.

É só o começo para vislumbrarmos como se processa esse magnífico mecanismo humano que tanto nos distingue.

Cheguei à página 337
Avaliação : 5

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Muito Além do Nosso Eu - p.222

Explorando as terapias para o membro fantasma, espiamos os padrões de funcionamento da noção representação sensorial, os mapas cerebrais e algumas pistas do mistério do encéfalo.

Assistimos a apresentação da evolução das técnicas experimentais, muitas das quais com a participação direta de Nicolelis, na contínua investigação do colosso de informações sinápticas.

Método cientifico, inúmeras evidências e ele nos relata as disputas entre as duas principais correntes teóricas vigentes.

Entrando nestas searas mais específicas o discurso se tornou mais denso, menos digerível, possível de acompanhar somente com algum esforço.

Pouco depois começa o segredo de Aurora, uma misteriosa colaboradora da equipe do cientista, num relato um tanto desconexo, meio fora de contexto, com certo ar de gracinha.

Salvo se revelar essencial na história, coisa que parece que será, seriam dispensáveis as páginas discorridas com tom de molecagem.

Até o momento, desponta evidente, sem dúvida alguma, o protagonismo e a influência deste palmeirense no desenvolvimento de sua área de pesquisa, a transformar ficção-científica em realidade tecnológica e ciência.

Cheguei à página 222
Avaliação : 4

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Muito Além do Nosso Eu

Qual a relação do movimento Diretas-Já com funcionamento de nosso cérebro?

Com analogias acessíveis e claras o autor descreve complexos temas da neurociência, desvendando mistérios de nosso eu.

Logo de início, volta ao passado de sua carreira para contar sua motivação inicial, seu encanto com seu mestre a dragar sua vida pelos rumos da academia.

Nas páginas seguintes apresenta os primórdios de sua área, ideias inicias, nomes célebres e correntes de pesquisa, uma bela introdução dos desafios a explorar.

Depois de apresentados aos conceitos do funcionamento populacional dos neurônios, nos embrenhamos no árduo tema do "membro fantasma", começo de nossa exploração dos difíceis aspectos da construção de nossa percepção.

Bem-humorado, leve, fluído, assim é o estilo do autor, excelente na divulgação científica, transformando de maneira simpática teorias elaboradíssimas em leitura palatável.

Linhas promissoras, empolgantes e viciantes...

Cheguei à página 118
Avaliação : 5

domingo, 11 de setembro de 2011

Sensitivos - p.368

Ainda que seja um texto ficcional, alguns eventos no último trecho vão além da conta, principalmente por sua desconexão e irrelevância na trama principal.

Chegamos ao final do mistério com o descortinar de segredos antigos e terríveis, impensáveis situações tétricas, com o pior do gênero humano, se é que assim podemos rotular (humano).

Densas e pesadas, a natureza e a temática escolhida para as motivações do serial killer tornam difícil a digestão, sugerem algumas considerações na escolha do público leitor.

Elaborado com muito critério e precisão, o desfecho da história transcorre freneticamente, bem adequado ao estilo de um intenso romance policial.

Sem dúvida alguma, valeria muito a utilização das ideias da obra, seus personagens e situações, na elaboração de uma série de TV, com todo sua ambientação brazuca.

Um ótimo livro para não deixar de ler, mas com a alerta de preparar o estômago para crueza de seus fatos e a intensidade de seus acontecimentos.

Terminei
Avaliação : 4

sábado, 10 de setembro de 2011

Sensitivos - p.263

Preciso confessar, apesar da implicância inicial com alguns aspectos do texto, acabei completamente envolvido com a história.

O ritmo empolgante da narrativa nos faz desejar não parar de ler, degustar ininterruptamente cada revelação pelo caminho.

Entre casos envolvendo o serial killer, e outros a ilustrar os métodos e capacidades do sensitivos, o enredo ganha corpo contínua e rapidamente.

As vidas particulares das personagens seguem em paralelo, em seus dramas totalmente humanos e cotidianos, completando o desenvolvimento de seus rumos.

Algumas descobertas sugerem certos destinos, mas serão os verdadeiros ou nossa atenção apenas se desvia propositalmente?

Cheguei à página 263
Avaliação : 5

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sensitivos

Thriller policial, cheio de personagens paranormais, o texto começa repleto de informações e cenários para ambientação.

Curioso caso de história que relata outra história, a primeira baseada na experiência da autora.

Confuso, não?

De construção bem elaborada, a narrativa evolui claramente, permite ao leitor compreensão e clareza, se faz suave e receptivo.

Incomoda um pouco uma mal dissimulada "propaganda", uma tentativa tênue de apresentar a ficção como possível realidade, mesmo que em pequenos aspectos.

Falando em ficção, nesse caso bem no terreno da fantástica, o enredo lembra algumas séries de televisão, com ares de CSI e Supernatural.

Assistimos nesse primeiro terço da obra ao encontro dos sensitivos, a constituição de seu instituto e os primeiros contatos com a trilha deixada pelo assassino serial.

Leitura agradável, apesar das cenas fortes, sanguinolentas e tórridas, mantém alta a expectativa pelos próximos desenrolares do mistério.

Cheguei à página 123
Avaliação : 4

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Coisas de Homem e Coisas de Mulher

Simpático e inocente, dois adjetivos bem adequados na definição do livro em questão.

Com seu estilo breve, por vezes breve até demais, as tramas do autor não chegam a tramar contra o cotidiano.

Repleto de lugares comuns, com raros, bem raros mesmo, momentos inspirados, tece sua crônicas com olhar óbvio, mesmo quando deseja contrariar o status quo.

Não deixa de ser uma expressão natural, legítima e bem composta, mas sem o gancho para arrastar e empolgar, nos levar.

Pelas páginas percorridas se percebe a insistência com certos temas, conjugada ao título desajustado, aumentando uma carga de preconceito a nos fazer torcer o nariz.

Crônicas de um rascunho de parte da vida como ele acha que ela é.

Terminei
Avaliação : 2