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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Alex no País dos Números - p.218

Viajamos à Índia para encontrar toda a ancestralidade da matemática, visitar um dos lugares reconhecidos da origem do zero e da notação posicional.

Partimos então para o pi e seu próprio mundo dentro do país dos números, sua história e riqueza, contada em verso e prosa.

Do número irracional para a álgebra, evolução na lida com as contas, expansão de nossa abstração e visão do universo.

Encontramos uma velha amiga, a régua de cálculo, objeto misterioso de colecionador, desvendado um pouquinho apenas por curtição.

Jornada conduzida com leveza e bom humor pelo autor, deslocando-nos no tempo, perdemos noção do quanto ficamos entretidos com as paisagens apresentadas.

Sinto como se assistisse um programa de viagens, bem turístico, plantando a vontade de outras voltas por estas paragens, nem que seja só para relaxar.

Cheguei à página 218
Avaliação : 5

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Alex no País dos Números - p.137

Mais algumas questões de representação e chegamos a rever o ábaco e similares, como suas técnicas modificam nossa visão dos números.

Das representações passamos às ferramentas matemáticas, em especial a geometria, em toda sua beleza na descrição da natureza e suas simetrias.

De Pitágoras a Euler, as demonstrações elaboradíssimas exercitam nossa abstração e percepção, revelam a magia das contas além dos algarismos.

Mundo dos ângulos e retas, o autor nos encaminha até o origami e seu desdobrar engenhoso, assunto atual para muitos acadêmicos procurarem entendimento maior do mundo dos números.

Nas últimas páginas tomamos contato com o nada, o zero, o vazio, sua complexa descoberta e tortuosa elaboração na cultura.

Maremoto contínuo, o livro deixa pouco tempo para o fôlego, nos inunda de referências e faz não querer parar.

Cheguei à página 137
Avaliação : 5

Alex no País dos Números

Em uma introdução envolvente, somos convidados pelo autor a acompanhá-lo na sua visita ao país dos números, terra inóspita e distante para muitas pessoas.

Nada mais adequado, afinal teremos como guia um jornalista, formado em matemática, com experiência internacional, sendo agora nosso correspondente direto do mundo das contas.

No primeiro capítulo somos apresentados aos aspectos neurológicos que nos permitem calcular e contar, suas influências e implicações na formação sociocultural, assim como o de algumas outras espécies de animais, ao menos para nos imitar nessa área.

O capítulo seguinte trata da representação numérica criada pelo homo sapiens e seus diversos sistemas e bases, com interessante contextualização social e histórica.

Em tão inicial contato já fomos expostos a um sem número de informações, um verdadeiro mar de ideais, um turbilhão de demorada adaptação, certamente capaz de consumir alguns dias de assimilação.

Nem é preciso mencionar a empolgação gerada por tão rico conteúdo...

Cheguei à página 71
Avaliação : 5

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Teoria do Conto

Como descrever o conto ou, se preferir, como conto um conto?

Em busca da resposta a autora envereda por diversos caminhos, varia visões, ângulos.

Inicialmente caminha pelo mais técnico, história das histórias, etimologia dos títulos, pinça algumas pistas.

Na dificuldade de única verdade, numa mudança de rumo, apresenta rapidamente teorias de vários autores.

Particularmente, gostaria de registrar duas de meu maior agrado.

De Edgar A. Poe, propondo o conto como algo de um baque só, uma lufada envolvente, cativante, conciso sem deixar de ser grande.

A outra de Cortázar, contrapondo romance/cinema com conto/fotografia, boa metáfora para dizer muito com pouco.

Ao fim, uma pincelada sobre a versão contista de Machado de Assis, sua beleza e amplitude, para instigar futuras investigações.

Como brinde, uma considerável bibliografia comentada, além de um resumido vocabulário crítico.

Ótima obra de referência, principalmente para plantar a semente nos desejosos de boas colheitas.

Terminei
Avaliação : 5

Odisséia no Mar - p.231

Franklin encontrou definitivamente, nas profundezas do mar sem fim, seu novo ambiente, seu habitat.

Carreira envolvente, dedicação e destino compatível com seu potencial, realização de todas as esperanças.

Tantas visões futuras o autor conseguiu arriscar, com surpreendente acerto como podemos confirmar atualmente.

Curiosamente, Clarke arrisca duas previsões, em apenas duas páginas, no que concerne a data exata dos relatos e a população do planeta neste hipotético futuro.

Não deve ter resistido a fazê-lo...

Descoberta das riquezas marinhas, conflito religioso e ascensão do Oriente, palpites bem elegidos a enriquecer a narrativa.

Acompanhar a odisseia de uma vida, como assim é toda e qualquer vida, foi um prazer e constatação da realidade.

Filhos, heranças, trabalho, história, fatores latentes na existência dos homo sapiens a explorar as marés da sua experiência diária.

Terminei
Avaliação : 4

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Odisséia no Mar - p.174

Fim da ousada missão, começo da ascensão de nosso protagonista na estrutura da organização, com notável desenvoltura.

Assistimos sua passagem por diversas níveis da hierarquia, sempre associada a relatos de ocorrências marcantes.

Nada surpreendente, apenas a confirmação das confianças depositadas em seu brilhantismo, capaz de superar muitos obstáculos.

Vida pessoal também impulsionada, as cicatrizes parecem esquecidas, suas marcas suavizadas.

A narrativa anda meio morna por estas páginas, sem muito ímpeto, sem muitos gatilhos, sem muito drama.

Cheguei à página 174
Avaliação : 4

Odisséia no Mar - p.131

Emergir de sua reclusão provocou reviravoltas na psicologia de Franklin, com resultados turbulentos.

Recuperado, reintegrado, nosso personagem parece ganhar prumo e reconquistar um lugar na existência, um novo lugar, com semelhanças ao seu antigo ofício.

Em grande parte, o sucesso da empreitada de recuperação se deve ao seu mentor Don, frequentemente até mais do que apenas mentor, e ao envolvente ambiente de seus trabalhos.

Passada alguma rotina de sentinela, o enredo esquenta com uma missão mais ousada e enigmática, com ares de Júlio Verne e Moby Dick.

Entre altos e baixos do ritmo, a história se desenvolve de maneira agradável e interessante, garantindo bons momentos de diversão.

Cheguei à página 131
Avaliação : 4