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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Odisséia no Mar

Profundezas oceânicas formam um cenário inusitado na obra do autor, algo como o inverso de tantos céus em outros livros apresentados.

Nosso introspectivo personagem provoca curiosidade quanto a sua história, suas motivações, seus temores e todo o cuidado dispensado a ele.

Atividades detalhadas, cotidiano e treinamento descritos, movem a narrativa para nos ambientar, apresentar os participantes e seus papéis, sendo boa parte do trabalho referente à preservação ambiental.

Bem romanceado, a ficção científica serve como pano de fundo, não faz parte do mote principal da história, figura coadjuvante.

Ao final deste trecho, revelações, desdobramentos e novos rumos apontam no horizonte, começam a agitar nossa viagem por essa odisseia submarina.

Cheguei à pagina 79
Avaliação : 4

domingo, 7 de agosto de 2011

As Crônicas Marcianas - p.210

Organizar uma coletânea de contos, dispostos com apreciável lógica, cronológica e narrativa, já é tarefa árdua.

Conseguir resultar num caldo que melhora com o avanço das páginas, culminando num ápice de qualidade, só mesmo para grandes mestres.

Nos últimos textos, além da FC esmerada, encontramos poesia e filosofia, com toques sutis e delicados.

Reverência memorável aos seus leitores, extraindo o melhor de seus frutos para nosso deleite.

Marcantes referências a guerras e solidão, males modernos considerados àquela época, diagnóstico de nossa incorrigível condição humana.

Apesar da simplicidade de suas linhas, nos fala com tamanha profundidade, merecendo seu lugar no panteão dos ilustres autores da área.

Terminei
Avaliação : 5

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

As Crônicas Marcianas - p.153

Em se tratando de alma humana, alguns assuntos acabariam marcando presença, como religião e segregação racial, mesmo num futuro "tão distante".

Conquistar ecoa como mote das expedições e com a conquista a salvação, a remissão dos pecados dos selvagens marcianos, semelhança guardada com alguma história esquecida.

Expedições para reconhecimento, de novas terras ou dos exploradores, em busca dele para registro de seus nomes para a posteridade.

Escolha o ambiente, o cenário, ou o mundo, lá estaremos para reproduzir nossos erros e nossa história, sina homo sapiens duvidosa de seu êxito.

Condenamos a existência humana a um ciclo autodestrutivo, predador das próprias fontes e riquezas, travestidos de gafanhotos do universo?

Na simplicidade dos textos somos confrontados com inúmeros de nossos fantasmas...

Cheguei à página 153
Avaliação : 5

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As Crônicas Marcianas - p.102

Ah, a inocência da década de 50, quão fácil elaborar as aventuras no planeta vermelho, quando ainda nem à lua havíamos chegado...

Após um início de histórias cronologicamente encadeadas, começamos a tomar contato com os mais variados estilos.

Curtos e longos, descritivos ou reflexivos, aproveitamos o cenário da FC para exercitarmos as ideias à cerca do gênero humano.

Sempre bem bolados, os contos revelam a maestria de Bradbury em propor civilização, cultura e tecnologia, sutilmente, deleite para seus leitores.

O autor não poupa assuntos a tratar, explorar magnificamente seus parágrafos e teorias, com ritmo estimulante.

Até a aqui a obra vem se revelando daquelas para não parar de ler, de não desejarmos o final, mesmo sabendo que ele virá.

Cheguei à página 102
Avaliação : 5

As Crônicas Marcianas

Quem diria, um dia, o ano de 1999 fora um futuro meio longínquo, propício para o cenário de explorações espaciais.

Como imaginar a chegada do homem a Marte, com grande enfoque do ponto de vista marciano?

Bem ambientadas situações, com certo ar jocoso, dignas de Douglas Adams, conduzem nossa atenção pela descoberta desta civilização telepática.

Por sinal, estratégico elemento adicionado esta tal telepatia, proponente de lógicas reflexivas engenhosas.

Até o momento, três tentativas de chegada e contato, sem grande sucesso, mas repletas de reviravoltas e revelações.

Sem falar na boa e velha ficção científica, com viagens interplanetárias, repletas de imaginação e referências científicas.

Oba!

Cheguei à página 51
Avaliação : 5

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Contos da Taberna - p.180

Exagerar se tornou um vício contumaz para nosso protagonista, incessante além dos limites, mesmo para os mais desencanados.

Os últimos contos enviesam pela ficção fantástica, nada têm de ciência ou relações humanas, se perdem sem resgate.

Nosso estimado autor parece ter perdido a mão, esgotado sua inspiração para conceber este conjunto de textos, meio como os personagens que também foram se cansando.

Valeu pelo contato com essa empreitada aventureira e marota de Clarke, com um viés e proposta diferenciados.

Terminei
Avaliação : 3

Contos da Taberna - p.140

Harry Purvis, personagem causista dos melhores, discorre sobre os mais abrangentes temas, da geologia à química, incluindo até biologia.

Surreal sua capacidade de testemunhar tantos eventos únicos, cheios de segredos e descobertas, plantando a desconfiança entre todos à mesa.

Suas histórias vão nos entretendo, sempre com boas sacadas e bom humor, de um jeito até displicente, de certo modo.

Diversão descompromissada, o livro se revela autêntica pulp fiction, passatempo leve para bons momentos de relax.

Cheguei à página 140
Avaliação : 4