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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

sábado, 23 de julho de 2011

Alô_ Sr. Deus_ Aqui é Anna - p.96

Com olhos infantis, mas filosofia aguçada, Anna segue a perceber o mundo e suas incongruências.

Dialética elaborada, nem parece vinda de alguém tão jovem, vai ensinando a Fynn lições grandiosas.

Essa fábula encanta, deixa-nos com dúvidas, desconfiados quanto a suas intenções.

Pouco podemos precisar para onde nos levará, travessuras comuns do exercício do pensar, delícias da iluminação.

Devo confessar, a este ponto a narrativa ficou mais monótona, um pouco repetitiva, espero não comece a se arrastar mais para o final.

A trama carece de algum outro elemento, afinal sua belíssima proposição não pode desaguar num exercício exibicionista do autor.

Cheguei à página 96
Avaliação : 5

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alô_ Sr. Deus_ Aqui é Anna

Introdução das mais empolgantes, assinada pelo editor, gera imensa expectativa pela leitura, logo de cara.

Quem sabe pelo efeito de suas palavras, ou pelo verdadeiro potencial do texto, as primeiras páginas encantam a cada linha.

Apesar do peso da história de Anna, de todo gravidade imputada a sua pequena vida, somos invadidos por singela leveza.

Filosofia apurada dos olhos infantis, quem sabe acaso uma personagem real, provoca e incomoda permanentemente.

Neste primeiro trecho inúmeros momentos já se passaram, mas mal percebemos ,fomos envolvidos e levados.

Pouco consigo imaginar do reservado às futuras viradas de folhas, mas o começo faz por ansiar.

Lembra um pouco o estilo de Jostein Gaarder, com um enfoque diferente, de outro ponto de vista, de qualquer forma igualmente cativante.

Cheguei à pagina 45
Avaliação : 5

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Anti-Crepúsculo - p.256

Nosso herói mal podia imaginar a verdade por trás da extensa história da humanidade até sua época.

Seus anseios refletiam bastante os apresentados pela espécie em seu âmbito global.

Eu achava que veríamos alguma conexão mais explícita com o leão de Comarre, mas ficou por nossa conta interpretá-la, isso se realmente havia.

Intrigante vidência destes grandes mestres da literatura ficcional, imaginando mundos tão distantes e distintos.

A aventura se encerra mais morna, deixa a impressão de falta de acabamento, de certa perda de rumo.

No geral o livro é diversão certa para fãs da ficção científica de raiz (se existe classificação possível assim).

Terminei
Avaliação : 4

Anti-Crepúsculo - p.162

Eras se passaram e surge um novo protagonista, com o mesmo ímpeto revolucionário do primeiro.

No começo desta parte fica difícil perceber sua relação com as páginas iniciais da obra, mas ao poucos vai se esclarecendo, mesmo que indiretamente.

É fascinante o dom do autor em nos conduzir por uma viagem com uma escala de tempo tão gigantesca.

Continuamos num ritmo empolgante, com narrativa ágil e novidades a cada página, impossibilitados de saber o próximo movimento.

A questão da chegada aos limites e seu desafiar é permanente, assunto para muita reflexão pela humanidade.

Assim vamos confirmando a leitura de um verdadeiro clássico de ficção científica, com já mais de 50 anos.

Cheguei à página 162
Avaliação : 5

terça-feira, 19 de julho de 2011

Anti-Crepúsculo

Nada como ficção científica de primeira, das melhores, mais inventivas e significativas!

Com texto fluído, ritmo rápido, Clarke nos conduz por uma fascinante aventura futurista.

Quais seriam as perspectivas de uma sociedade após atingir seu ápice tecnológico, conquistar os maiores sonhos e confortos?

Imaginemos, então, alguém se descobrir o herdeiro, o escolhido para promover mudanças, trazer novos ares.

Mal vi essas dezenas de páginas passarem e parecia que a história caminhava para uma conclusão.

Era só o iniciar da trama, o propor de um mote, repleto de imagens, cenários e aventura.

Nesse promissor futuro, nosso protagonista descobre grandes segredos da humanidade e de sua própria família, algo jamais imaginado.

A continuação da leitura promete muita diversão...

Cheguei à página 80
Avaliação : 5

domingo, 17 de julho de 2011

O Homem Duplo - p.308

Dura e injusta a sina do policial no cumprimento do dever, ainda que existem motivos desconhecidos por ele.

Ao final, a trama me pareceu um tanto inócua, navegamos muito para não aportar.

Além disso, reforço meu questionamento do rótulo "ficção científica", assunto para uma discussão com o mestre Asimov.

Dureza mesmo foi uma nota do autor, nas últimas páginas, procurando explicar seu texto, motivações, intenções.

Nada pior do que o artista precisar justificar sua obra!

Reflexões interessantes e bom texto foram insuficientes para valer o tempo, falta um tempero, um aroma, algo digno de sua reputação.

Terminei
Avaliação : 2

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Homem Duplo - p.226

Os distúrbios psicológicos percebidos por Arctor serão consequência de seu trabalho policial ou efeito do uso intensivo de drogas?

Diálogos surreais trocados entre os três personagens principais beiram a loucura.

Haverá algum sentido em tamanha falta de senso, algum motivo revelador além das overdoses?

Como homem duplo o personagem encontra muitos mistérios a resolver também, colocando-o numa armadilha constante, quase mortal.

Apesar da classificação da obra como ficção-científica, eu avaliaria melhor suas características, pois sinto falta de certos elementos do gênero.

Cheguei à página 226
Avaliação : 4