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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Count Zero - p.165

Volumosos desenrolares ocorrem, mas sem grandes pistas dos destinos da viagem ou principais motivações do enredo.

As três tramas paralelas pouco insinuam sobre suas coincidências, a não ser por duas ou três pequenas pistas espalhadas pelas últimas páginas.

Neste trecho ocorreu uma rápida menção ao livro anterior, Neuromancer, mas passível de ficar despercebida pelos menos atentos.

Insisto em comentar a questão de estilo do autor, difusa, quase confusa, mas envolvente de alguma forma sutil, meio inexplicável para mim.

Tantos são os elementos da ficção científica presentes nos textos do autor que é inegável a sua influência na cultura tecnológica ficcional contemporânea.

Simplesmente fascinante, mesmo porque ele não aparenta ser um profundo conhecedor de computadores e afins, nem tinha nossos recursos computacionais à época de sua criação.

Parei na página 165
Avaliação : 4

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Count Zero

Retornar ao universo cyberpunk do Sprawl dá um gostinho de mais um capítulo na história de Matrix.

Continuam lá os cenários, os aromas nebulosos daquele futuro e certa incerteza das motivações do enredo.

O jeito difuso de narrar se confirma, como em Neuromancer, com todas as alternâncias de cenas, flashes e ambientes.

Por enquanto, acompanhamos três histórias paralelas, três personagens bem distintos, sem nenhuma aparente conexão.

Pouco se evoluiu na trama, praticamente nada ainda foi definido, nem mesmo qual a relevância de cada personagem, a não ser pelas aparições de Count Zero.

Nem mesmo sabemos se as histórias se cruzarão, poucas são as pistas, lemos mais ambientações e construções de perfis e biografias.

De qualquer forma, as descrições e ações nos envolvem e mantém acesa a curiosidade pelos rumos futuros e seus destinos.

Parei na página 84
Avaliação : 4

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Revolução dos Bichos - p.138

Os rumos da história não poderiam ser diferentes, cheio de desvios e corrupções.

Divertida a distorção propiciada pelos porcos, torcendo e interpretando as ideias da revolução a seu bel prazer.

Acho que já vi isso acontecer em algum lugar por aí...

Seduzidos pelo poder, parece inescapável a tendência por privilegiar seus próprios interesses e dos mais próximos.

Por meio de duvidosas artimanhas, semeiam o medo para continuar a manter o controle, sempre com as boas intenções de cuidar dos sem tantas condições de tocar a Granja.

O tempo acaba por dificultar a distinção entre o antes e o depois, em detectar contra quem e o que lutaram.

Mais do que criticar um modelo específico de governo ou organização social, o texto cutuca as feridas do próprio gênero humano.

Ótimo ter tido contato com essa reflexiva leitura de um clássico, passível de uma revisita em algum outro tempo.

Terminei
Avaliação : 5

A Revolução dos Bichos

Desde o início a metáfora é direta e muito divertida, cada bicho com seu jeitão bem distinto a se enquadrar no jogo da revolução.

Unidos pela causa comum, se empenham no esforço da mudança numa participação igualitária e utópica.

Derrotado o mal, as atenções se voltam para os interesses particulares, sempre pautados nas diretrizes elaboradas pela convenção de todos.

Certamente cada qual tem suas habilidades mais direcionadas para determinado fim, podendo colaborar com uma etapa, função, do conjunto.

Difícil é a justiça no poder, se guiar em cima da tênue e afiada linha entre a democracia e a tirania, na condução das massas ao bem-estar geral da nação.

Dar vozes humanas aos animais remove as máscaras para expor apenas os âmagos dos revolucionários.

Viver a nova realidade começa a gerar atritos, desavenças e descontentamentos, nos deixando na expectativa do desenrolar das próximas páginas.

"Quatro pernas bom, duas pernas ruim!".

Parei na página 64
Avaliação : 4

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma ética para o novo milênio - p.176

Apesar da esperança, quase nada mudou no ritmo do livro, nem fomos brindados com algum final ou conclusão surpreendente.

Inegavelmente a mensagem do mestre budista é repleta de valores e seria muito bom se ouvida por mais pessoas.

Porém, para muitos, certamente soa cheia de lugares-comuns, principalmente em tempos de "bons mocismos" presentes por todas as áreas e culturas do planeta.

Mesmo com a reafirmação de tentar secularizar seus conceitos e práticas, ele só floreia um desnudar de sua religião/prática espiritual como se ela não fosse uma.

Talvez o livro seja uma boa para quem nunca leu algo do autor, mas para os revisitantes vale somente como um mantra de suas ideias.

Terminei
Avaliação : 3

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Uma ética para o novo milênio - p.109

Poucas mudanças ocorrem nos rumos do texto, transformando o discurso em rotina um tanto entediante.

Como mencionado anteriormente, para quem já contatou as boas mensagens do líder budista, raras são as ideias inéditas por estas páginas.

Um ou outro conceito retrabalhado traz algum interesse, como a responsabilidade universal, fazendo-nos ver novas matizes no pensamento do tibetano.

De resto, ele busca outros contornos para sua mensagem já conhecida, procurando encaixá-la na discussão da nova ética para o novo milênio.

Parei na página 109
Avaliação : 3

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma ética para o novo milênio

Entender a ética através da ótica oriental do Dalai Lama supera a simples explanação da dualidade entre o bem e o mal.

Capaz de estender suas considerações por todos os aspectos da existência, ele sempre volta a seu mote principal: a busca da felicidade.

É notável sua intenção de ser secular, no livro em questão, tentando se desconectar de seu universo cultural e religioso.

Busca ideais universais, procura conectar os princípios da ética com valores do bem comum, motivações inegáveis e inerentes ao humano.

Funda seus princípios em observações da natureza e do comportamento, relações de dependência, sem recorrer à mágica ou ao mistério.

Propõe fórmulas iniciais para obtenção do sonhado conforto de espírito, sempre envolvendo reflexão, contenção de instintos e aceitação de fatos existenciais.

Para quem um pouco de sua doutrina, poucas são as novidades e o enfoque, mas suas palavras sempre são, no mínimo, boa companhia para uma meditação diária.

Parei na página 79
Avaliação : 4