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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Autoperfeição com Hatha Yoga - p.303

Conciso, prático e objetivo compêndio de ásanas apresentado, ganhamos um bem explicado conjunto de posturas possíveis para todos os níveis, além do incentivo permanente do mestre em nunca desistir.

Por outro lado, a apresentação das kryas cobrindo do cotidiano ao mais controverso dos métodos, talvez indisponha os menos aculturados.

Questões alimentares trazem de volta algumas abordagens equivocadas, apoiadas em mitos e com tons de fundamentação científica, melhor surgiriam se pautadas no âmbito prânico, do que em miríades de especulações evolutivas de nossos maxilares, por exemplo.

Descortinar deste trecho, analisamos as questões do repouso e da fadiga, fortemente guiados pelo conceito de não-violência, mas ainda em apresentação repleta de sincretismos, viés a esmorecer parte da força e beleza das tradições da prática.

Cheguei à página 303
Avaliação : 4

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Autoperfeição com Hatha Yoga

Fácil esperar um tratado impecável, tamanha a dimensão do nome envolvido, mas somos pegos no início, de supetão, com certo tom de auto-ajuda, cheio de testemunhos.

Outro viés comum ao gênero, a incomodar nas suas pretensões, se refere à insistência em apresentar conceitos científicos ocidentais para fundamentar alguns argumentos.

Felizmente o tropeço fica pelas pedras do início, apoio desnecessário para experiência e vivência da tal envergadura, quem sabe passível de remoção em futuras edições.

Ao adentrarmos a área de domínio, transborda conhecimento e autoridade, num texto simpático, preciso e extremamente acessível.

Após um pouco de conceituação geral, voltamos a atenção ao pranayama, em excelente orientação. Impossível de resistir a alguma experimentação, onde estivermos, verdadeiro exercício de propriocepção.

Iniciados seguimos para o reino das ásanas, cautela onipresente e detalhada descrição, com instruções passo a passo, para novatos executarem os primeiros passos e mais experientes reverem e absorverem com bastante satisfação.

Cheguei à página 12
Avaliação : 4

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Júpiter à Venda - p.230

Sem dúvida não atinge o melhor de seus exemplares, mas progrediu muito nesta segunda parte, principalmente quando investiu em seu humor refinado, meio sarcasmo, e as bem boladas encruzilhadas nos enredos.

Diversão mais empolgante, sem preocupações sisudas com ciências, mais focado em envolventes dilemas a procura de soluções, voamos mais soltos, descontraídos.

Seja como for, sempre prazerosa leitura, apreciamos inúmeros reluzes de ideias, perspectivas e desejos de outros tempos, numa era bem distante da Internet.

Uma volta ao passado, com duas ou três histórias mais relevantes, encerrada com maestria por uma fábula final sobre robôs, para aproveitar o suprassumo de sua verve.

Terminei
Avaliação : 4

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Júpiter à Venda

Definitivamente, o domínio do mestre Asimov reina sobre o tema robôs, infelizmente não sendo a preocupação da obra em questão.

Cortesia e simpatia persistem como em outras coletâneas suas, com seus comentários cheios de curiosidades a interligar os contos.

Neste caso, assistimos história com especulações científicas, situações extremas ou catalisadoras, com algumas poucas centelhas de sua genialidade a escapar.

Por exemplo, o último conto desta toada versa sobre evolução, alienígenas e exploração interplanetária, numa boa mistura intrincada para quebrar a cabeça e nos divertir.

Leve de levar, nosso aspecto literário, proporciona até o momento leitura despretensiosa e ilustrativa, uma daquelas pequenas facetas deste profícuo tecedor de causos bacanas de apreciar.

Cheguei à página 116
Avaliação : 3

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Para ler como um escritor - p.320

Numa guinada de estilo, deixamos a catedrática análise para passarmos a uma leitura pessoal de Francine, primeiro sobre um favorito autor, depois sobre o ímpeto pelo ato de ler e suas necessidades.

Sem a força inicial, concluímos nossa viagem em sua companhia com um vento morno, dissonante do tecnicismo a permear o restante, afastando-a de sua melhor vertente.

O complemento, uma lista de obras recomendadas para leitura, pouca acrescenta, afinal não comentada soa como pura obrigação ou lembrete de última hora.

Não bastasse o estranhamento final, nos deparamos com um posfácio de Moriconi, meio com ares de interpretação das páginas precedentes, com pitadas de regionalização para ambientes e autores tupiniquins. Desnecessário...

Aliás, mais desnecessário ainda o enxerto final de uma entrevista com a autora, sobre o próprio livro e seu tema, um apêndice desconectado para fechar com chave de "latão".

Apesar dos pesares, se nos atermos ao principal da obra, sua força inicial prevalece e a entrega de preciosas ferramentas e visões para a apreciação de boas leituras, ou boas escritas, para quem desejar arriscar.

Terminei
Avaliação : 4

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Para ler como um escritor - p.227

Didaticamente avançamos pelos personagens, os diálogos, os detalhes e os gestos, sempre fieis ao método de análise de clássicos, em destaques ao gosto da autora.

Incomoda ainda bastante a atribuição de intenções aos autores analisados, a poda de sua simples expressões, manifestações culturais e ambientais próprias de cada indivíduo.

Vale pela ênfase concedida a cada aspecto, a provocar nossa reflexão e nossa alma de escritor ou leitor, só dependendo do lado da página onde estamos.

Nos últimos temas se percebe maior dedicação à reprodução dos trechos para análise, mais do que o discorrer de conceitos e avaliações, tornando o acompanhar ligeiramente tedioso.

Seguimos firmes e entusiasmados, semeados com pontuações e dicas valiosas, prontas a florescer nas próximas incursões no mundo literário.

Cheguei à página 227
Avaliação : 4

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Para ler como um escritor

Expressar ideias apoiadas na própria experiência, trunfo da autora apresentado nos primeiros movimentos, reforço bem construído para o castelo a desvendar.

Por falar em construção, iniciamos desconstruindo a estrutura dos livros, palavras, frases, parágrafos e narração, elementos sempre exemplificados com trechos de ícones clássicos da literatura mundial.

Destaque para a ênfase na narrativa, especificamente em seu foco, guinado para o público-alvo no lugar da atenção para a voz do texto, ou personalidade do escritor.

Linhas e conceitos bem claros, páginas leves de acompanhar, sem deixar de tocar firmemente em nossa consciência, provocá-la à reflexão de escolhas, desejos e anseios.

Ampla abordagem, estilos e gostos diversos, há certo ar de tecnicismo no discurso de Francine, mas sem abandonar o prazer pelas letras, mais uma questão de gosto, estilo de leitor.

Por outro lado, tal direcionamento pesa a mão na atribuição de intenções aos criadores, remove o crédito de sua expressão espontânea e irrefletida.

Cheguei à página 114
Avaliação : 4