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Blogumulus by
Roy Tanck and Amanda Fazani

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Desejo - p.414

Pode o desejo ser desvinculado da dor? Dor da perda, dor da insatisfação, dor do não realizado?

Com uma sagaz e bem-humorada descrição do parto de cada ser humano, se inicia a apresentação do tema.

Sob a ótica de Reich, percorremos parte de seu pensamento e sua relação com o mestre Freud.

Somos defrontados com o sequestro de cada indivíduo nascido e as consequências de tamanha violência.

Mais um dos textos merecedores de registro durante esta jornada pelo assunto.

Em seguida, conhecemos uma análise do desejo pelo ângulo do desejado.

Com Padre Antonio Vieira, acompanhamos o desenvolvimento do desejo com seu objeto de interesse.

A necessidade de consciência, de ciência, para desejar adequadamente e respeitar o desejado.

Valores delineadores da conduta por toda a existência...

Parei na página 414
Avaliação : 4

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Desejo - p.382

Demorou, mas finalmente um conferencista tratou o desejo à luz do pensamento freudiano, especificamente.

Praticamente ele realizou uma sessão psicanalítica do personagem José Matias, de Eça de Queirós, acompanhando seu desenvolvimento na pequena novela de mesmo nome.

O sonho como realização do desejo, repressões e anseios, pilares da mensagem freudiana são exemplificados e ilustrados magistralmente.

Esse foi mais um dos textos de excelência do compêndio. No artigo seguinte, o tema é o desejo e a realidade.

Depois de compreendido o significado de realidade no contexto da exposição, somos apresentados aos mistérios da necessidade humana de posicionamento na vida.

Da imaterialidade do desejo à concretude do real, temos um longo caminho de conciliação a percorrer.

Mais do que percorrer, precisamos da manutenção de certa satisfação como viabilidade a nossa existência.

Até o momento, de todos os trechos do livro, encontrei o mais valoroso, com os dois últimos tratados.

Parei na página 382
Avaliação : 4

sábado, 5 de junho de 2010

O Desejo - p.328

Acabo de confirmar minhas suspeitas quanto à adequação ao tema de alguns dos textos publicados.

No último artigo lido, o autor começa com referências a Sardanapalo, apresentando sua história e seu contexto histórico.

Migra para suas relações com o desejo, em comparação com Alexandre, o Grande, e a personagem fictícia Don Juan.

Os paralelos e diferenças de valores discutidos parecem conduzir para alguma boa conclusão.

Inesperadamente lemos a transcrição do pedido do autor para os ouvintes aguardarem uma projeção.

Segue comentário do tradutor informando que a partir daí o conferencista se perdeu em meio a papeladas e anotações, acabando por abandonar o auditório sem ao menos recolher o material.

O tradutor ainda transcreve uma pequena citação, encontrada nas anotações deixadas, tentando mostrar o fio da meada pelo qual o palestrante pretendia conduzir o assunto.

Honesta e ousada atitude da publicação ter mantido neste formato o material apresentado.

Pois é, o desejo sempre provoca turbulências em nossas vidas..."

Parei na página 328
Avaliação : 2

O Desejo - p.306

Alguns textos são tão fora de contexto que deixam a dúvida se não é culpa de nossa inépcia no assunto...

Qual a relação dos ideais anarquistas com o tema do livro?

O autor não deixa claro, principalmente com tão breves linhas, com sugestão de devaneio.

Para voltar ao tema, a discussão seguinte apresenta o embate de Marcuse com a filosofia freudiana e sua relação com os desejos.

Mais do que Freud, ele parece fazer frente a toda linha ideológica que culminou no senhor da psicanálise, partindo lá dos gregos.

Sua argumentação, em favor da menor sujeição do ser humano, paradoxalmente pode levar aos mesmos questionamentos de suas ideias.

Na continuação, um longo artigo que só se contextualiza ao final, discutindo as ideias iluministas e sua relação racionalista.

Entre o racional e o irracional, o desejo navega e causa o enjoo provocativo de discussão.

Parei na página 306
Avaliação : 2

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Desejo - p.260

O Falstaff, de Verdi, é analisado como a contraposição do desejo com a velhice e suas impossibilidades para seu exercício.

Curiosa coincidência com o momento de vida do compositor, octagenário à época, maduro e surpreendente.

Mostras também da singularidade da obra, dissonante em muitos aspectos à sisudez do século XIX.

Possíveis influências de Mozart, evocador dos desejos e alegrias, mesmo que sutis no pano de fundo das árias do italiano.

Para a próxima discussão, voltamos a Sade, figura sugestiva para o desenrolar do tema.

Discurso centrado em "A filosofia na alcova", observamos o desejo do saber e do corromper.

Subversão contínua das convenções, sua concepção dos motores humanos é capaz de rasgar o tecido social.

Dificilmente saberemos se desejava uma nova república ou simplesmente satisfazer seus anseios particulares, ficando o enigma para a posteridade.

Parei na página 260
Avaliação : 3

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Desejo - p.234

Respostas e discussões das ideias presentes levam ao entendimento melhor da natureza dos impulsos humanos.

Seu desenvolvimento pode levar a evolução, ao amadurecimento, terminando com o conflito entre os bons e maus prazeres.

Depois encontramos a obra de Diderot e sua apresentação das paixões humanas no ambiente do século XVIII.

Nas relações entre os europeus daquela época vislumbramos a tensão e os dilemas motivados pelo desejo.

Em outra de sua obra, a exposição do modo de vida taitiano revela, ajuda, a busca pelas vontades no contexto universal da vida humana.

Parei na página 234
Avaliação : 3

O Desejo - p.213

Percorremos iluministas e libertinos em grande parte nos questionamentos impostos por Sade.

Aparentemente compatível com as ideias vigentes, ele acabando por se tornar questionador do próprio movimento, perventendo os princípios por eles mesmos.

O próximo texto desloca nossa atenção para o amor na idade média e sua relação com o desejo.

Em relatos de Abelardo e Heloísa ou na Divina Comédia, o confronto entre eros e agape revela os conflitos das motivações humanas.

Passamos a novo autor que logo de início lança seu fundamento: o desejo é fundado na carência.

Sendo assim, como pode algo se realizar com a força do vazio?

Hamlet e Pascal têm suas versões a responder, mas parecemos estars de volta ao ser, à consciência...

Parei na página 213
Avaliação : 3